Como Ajudar a Garotada a Lidar com a Tragédia da Escola no Rio de Janeiro

Hoje o Brasil parou e se comoveu com a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira no Rio de Janeiro. As estações de TV, rádio e Internet não pararam de dar informações, mostrar imagens e entrevistas durante o dia todo. Vivemos quase que em tempo real todo o drama daqueles adolescentes e suas famílias.

Além do sentimento de dor e compaixão também fui tomada pela preocupação: como nossas crianças e adolescentes vão lidar com uma tragédia tão próxima de deles e de parte tão importante do dia a dia deles,  que é a escola. É nesses momentos de crises que líderes critãos e pais devem buscar na Bíblia as respostas para as dúvidas que surgirão.

Se vocês estão preocupados em como começar a abordar o assunto com seu grupo de adolescentes ou seus filhos, podem deixar essas preocupações de lado. As perguntas e questionamentos virão naturalmente da parte deles: “Por que Deus deixou que aquelas crianças morressem?” “Onde Deus estava quando aquele assassino estava atirando em todo mundo?” “Como posso ter certeza que isso não vai acontecer na minha escola?” Preparem-se para as perguntas e conversas com a ajuda dessas dicas:

  1. Estejam dispostos a conversar sobre a violência com eles. Permitam que eles falem sobre a violência e sobre o que mais os deixou assustados ou preocupados. Muitas vezes as crianças e adolescentes tem a tendência a fantasiar e achar que os mesmos atos de violência vão acontecer com eles.
  2. Não substimem o medo deles e reafirmem a proteção que Deus nos dá. Entendam os medos deles, que são reais e tem fundamento, mas lembrem-nos de que Deus está sempre com eles. Leiam alguns versículos com eles como Sl 23:4, Sl 27:1-3 e Is 43:1.
  3. Estejam atentos às questões espirituais deles. Situações de crises vão trazer à tona as questões que eles tem sobre Deus, Jesus, fé, sofrimento e morte. Estejam preparados para responder perguntas como “Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam à pessoas boas?” E para dar respostas como “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!”Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? ” Romanos 11:33-34
  4. Orem por todos aqueles que foram afetados pela tragédia. É uma boa oportunidade para encorajar as crianças e adolescentes a orarem. Isso ajuda a reforçar a fé deles no amor e no poder de Deus para curar aqueles que foram feridos.
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5 respostas em “Como Ajudar a Garotada a Lidar com a Tragédia da Escola no Rio de Janeiro

  1. E se perguntarem se aquele homem é culpado? se a doença dele é real? ele é louco? ele tem problemas? como tratamos biblicamente essas pessoas que alguns dizem ter esses disturbios? ele pecou? a doença dele abona a aitutde? ele realmente é doente? fui bombardeado com essas perguntas ontem…

    • Boas perguntas levantadas pelo Bruno e que reforçam o que eu disse anteriormente: as crianças e adolescentes abordarão vocês com todo tipo de perguntas e dúvidas. As perguntas são tantas que vou tratá-las num post em alguns minutos, Ok?

  2. ouvi ontem de um dos adolecentes, que ele poderia ser salvo pelo fato dele ter oportunidade de arrependimento antes de morrer.

    • Olá Michelle,
      Provavelmente o adolescente que conversou com você estava pensando no caso do ladrão crucificado ao lado de Jesus e que crê em Jesus como Filho de Deus pouco antes de morrer e é salvo (Lucas 23:40-43). A Bíblia nos diz que somos salvos por fé e pela graça e não por obras, portanto se o assassino tivesse se arrependido antes de morrer, ele poderia ter sido salvo realmente.
      Você pode argumentar com o adolescente que não podemos julgar isso, mas tudo leva à crer que não houve arrependimento algum, pois ao ver os policiais, ele não se rendeu, mas tentou fugir para continuar matando. E só parou porque foi atingido e não porque se arrependeu e queria se render. O fato de ter se suicidado não indica arrependimento, mas sim um ato de desequilíbrio e desespero.
      Poderíamos pensar num real arrependimento, se o criminoso tivesse se entregado à polícia, se submetido à prisão, pedido perdão pelos seus atos e mesmo assim, esse real arrependimento e a salvação não poderiam ser comprovados por nós, pois é algo entre a pessoa e Deus.

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