Adolescentes e Álcool: Mistura que Não Desce Redondo (Parte 1)

Num mundo de tantas tragédias, como a do Massacre em Realengo, pensei que não me comoveria facilmente tão cedo, mas o programa Profissão Repórter do dia 19/04 sobre Jovens e Consumo de Álcool no Brasil me deixou profundamente triste e preocupada. Não assisti à um massacre, mas vi milhares de jovens e adolescentes destruindo lentamente suas vidas e seus futuros através do consumo excessivo de álcool. Se você não assistiu ao programa, só vai ter a real dimensão do que eu estou falando assistindo as cenas chocantes na Internet.

As pesquisas mostram que no Brasil, dos adolescentes entre 12 e 17 anos, 48,3%, já beberam alguma vez na vida. Desses, 14,8% bebem regularmente e 6,7% são dependentes de álcool.

Além disso, 46% dos adolescentes entre 14 e 17 anos consomem bebidas alcoólicas no nosso país. O dado é de um estudo recente da ONU, que mapeou a ingestão de álcool entre os jovens de nove países da América Latina. Ficamos atrás apenas da Colômbia, com 51,9%, e do Uruguai, com 50,1%.

O alcoolismo entre jovens e adolescentes no Brasil se transformou numa epidemia, mas nem tudo está perdido. Podemos e devemos combater o mais depressa possível essa praga que está destruindo nossos adolescentes e jovens. O jornal gaúcho Zero Hora publicou em uma edição recente que Pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que o envolvimento religioso pode diminuir o uso abusivo de álcool na juventude”.

Então minha grande pergunta é: O que a Igreja Brasileira está fazendo para combater isso? Qual é a diferença que a Igreja está fazendo nas vidas desses adolescentes e jovens no combate ao alcoolismo? 

Tenho algumas contribuições para que possamos começar a pensar e discutir esse assunto tão importante:

  • Reconheça que o problema existe e está afetando nossos adolescentes. Se 46% dos adolescentes consomem bebidas alcoólicas regularmente, esse problema deve está acontecendo dentro de nossas Igrejas e lares. Não podemos nos enganar e achar que estamos imunes ou distantes do problema.
  • Comece a discutir o assunto o mais cedo possível. O problema do alcoolismo deve ser tratado já com pré-adolescentes ou com a galerinha à partir dos 10 anos. Outro dia, lendo um artigo do Dr. Walt Mueller, um estudioso da cultura teen nos EUA, ele dizia que falamos muito para as crianças sobre drogas, para não aceitarem doces ou bebidas de estranhos, mas acabamos deixando de falar do álcool, que é provavelmente a primeira droga à que elas terão acesso. Além disso, as pesquisas mostram que adolescentes que começaram a beber antes dos 15 anos tem 5 vezes mais propensão a se tornarem alcoólatras do que os jovens que tem o primeiro contato com a bebida depois da maioridade.
  • Converse abertamente com eles sobre a lei da proibição de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e os danos que a bebida causa ao cérebro em crescimento. É importante que eles saibam que em nosso país é proibido por lei o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, estejam eles acompanhados ou não de um maior de idade. Como cristãos devemos obedecer a lei e não cabe discutir se ela é justa ou não. (Rm 13:1-3) Mas essa lei também tem um embasamento científico, pois é comprovado que o álcool pode trazer danos irreversíveis à saúde do menor de 18 anos.
Há ainda muito o que discutir sobre esse assunto e muitas mais dicas para dar aos líderes e pais. Portanto, resolvi dividir esse post em 2 partes e na parte 2 vou dar mais dicas e compartilhar mais as minhas experiências de mãe de 3 jovens que já passaram por esse doce, mas conturbado período da adolescência e também tiverem que enfrentar essa tentação e pressão do grupo em relação ao álcool. Também vou propor uma enquete e sua participação é muito importante. Perguntas e outras contribuições também são importantes para a Parte 2 desse Post, portanto sinta-se a vontade para participar.
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