Mas eu já transei… E agora?

Quando falamos de sexo para nossos adolescentes e jovens essa frase ou pensamento: “Mas eu já transei… e agora?” é cada vez mais freqüente na vida deles e nós, líderes, insistimos em fechar nossos olhos para essa triste realidade. Não estou querendo dizer com isso que não devemos abandonar os valores que a Palavra de Deus ensina sobre o sexo e que já citei em outro post:

  • Sexo foi criado por Deus e é bom, pois tudo o que Deus criou é bom. (1 Tm 4:4)
  • Sexo foi criado para ser feito entre um homem e uma mulher. (Gn 1:27:28)
  • Sexo foi criado para ser feito no casamento.  (Gn 2:24)
Mas é muito importante falarmos para os adolescentes e jovens que já praticaram ou estão praticando sexo e estão em nossas igrejas. Numa conversa com um amigo, um jovem líder de adolescentes, semana passada, ele me contou a estória de uma garota de 15 anos que havia deixado de freqüentar a igreja porque seu líder havia dito que era muito abençoado por ter se casado virgem e sua líder do pequeno grupo havia dito que Deus a estava abençoando porque ela estava se guardando para o casamento. Mas a garota não era mais virgem, não sentiu acolhimento algum em sua igreja ou no ministério de adolescentes e já que era um caso perdido, resolveu abandonar o grupo.
Foi então que comecei a me perguntar:
Quando é que nós (e me incluo nesse grupo) vamos começar a abrir nossos olhos para essa realidade? Quando é que vamos começar a acolher e cuidar desses adolescentes ao invés de colocar mais carga ou culpa sobre eles?
Toda vez que falamos de sexo para eles, os consideramos como folhas em branco, com experiência zero no assunto e lhes mostramos somente as regras do jogo, ou o Deus juiz.
Por que não mostramos a eles o Deus que João nos mostra em sua carta : “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9? Eles precisam conhecer o Deus que perdoa todo tipo de pecado confessado, o Deus que acolhe e que nos torna puros para um recomeço.
Precisamos contar à eles a história de Davi, o homem segundo o coração de Deus, que além de fazer sexo com uma mulher casada e engravidá-la, tramou depois a morte do marido dela. Esse Davi, recebeu o perdão de Deus quando se arrependeu. Por que nos esquecemos de contar à eles essa história?
Por que quando falamos de sexo, não contamos a história de Jesus com a mulher adúltera em João 8:1-11? A lei condenava a mulher ao apedrejamento, mas Jesus a perdoa. Jesus dá à ela a chance de uma nova vida.
É isso que nossos adolescentes e jovens que entendem que erraram e que querem recomeçar no caminho certo na sua vida sexual precisam. Eles precisam do perdão, eles precisam da esperança de viver uma nova vida. Eles precisam da nossa ajuda e apoio e não da nossa condenação. Precisam de alguém que ande com eles para que eles não caiam de novo e para isso não podem se sentir julgados. Se Jesus os perdoou, quem somos nós para condená-los?
Quero deixar bem claro, que não estou de maneira nenhuma sequer sugerindo que sejamos coniventes com o pecado, mas sim que acolhamos aqueles que pecaram nessa área da vida e que estão arrependidos e querem a chance de recomeçar. Fazemos isso em tantas outras áreas, mas quando o assunto é sexo existe um grande tabu para o perdão, para o acolhimento e para o recomeço.
Temos que mostrar aos nossos adolescentes e jovens que Deus odeia o pecado, mas os ama muito e quer ter um relacionamento com eles. E é esse Deus que está pronto para perdoá-los e lhes dar uma nova chance. 

I was born this way, mas a Lady Gaga não!

Assim que ouvi pela primeira vez o hit “I was born this way” de Lady Gaga, me lembrei imediatamente (eu estou chegando nos 50) da canção Gabriela de Dorival Caymmi, inspirada no Romance Gabriela Cravo e Canela de Jorge Amado e que dizia:

Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre gabriela

Ao escutar mais atentamente a letra, percebi que não tinha quase nada a ver com a velha canção. Mas as duas fotos acima também nos mostram que Lady Gaga, nasceu Stefani Joanne Angelina Germanotta, morena e uma adolescente comum e que agora com seus estranhos implantes faciais, seus cabelos platinados se tornou a “mãe monstro” como ela mesmo se auto-denomina. Portanto, queridos leitores, Lady Gaga não nasceu assim e sua música começa nos enganando desde o começo.

Mas nos enganando por que? É justamente aí que está o problema, a música de Gaga diz que todos devem ser aceitos como são e chega a citar que Deus não comete erros e por isso enganou muitos cristãos. A canção chegou a ser considerada como um hino aos marginalizados por uma teóloga americana num site cristão, por causa desse trecho, que é precedido por outro que diz que não importa sua classe social, raça ou nacionalidade:

Whether life’s disabilities                       (Não importa se os obstáculos da vida)                                                Left you outcast, bullied, or teased    (Te deixaram afastado, assediado ou importunado)
Rejoice and love yourself today           (Alegre-se e ame-se hoje)
‘cause baby you were born this way  (Pois, baby, você nasceu assim)

Então examinem a letra e sua tradução antes de  apontarmos as falhas nesses argumentos que convencem muitos cristãos e provavelmente muitos jovens e adolescentes.

  • Pois Deus não erra (‘cause god makes no mistakes) – Aqui reconheço que é ponto para Lady Gaga, porque Deus não erra mesmo. Tudo o que Deus faz é perfeito e certo. O grande problema são os fatos que ela usa para justificar essa afirmação.
  • Baby, eu nasci assim. Oooh não tem outro jeito (Baby i was born this way. Ooo there ain’t no other way) E nesse trecho que a música fica parecida com aquela da Gabriela e isso não é verdade na vida do cristão. Sabemos que em Cristo podemos ter uma nova vida e que só ele pode dar um outro jeito na vida que levamos. (2 Co 5:17)

Essa é uma ótima desculpa para permanecer no erro e no pecado, pois afinal se nascemos assim e não há outro jeito, que culpa temos. Se acreditarmos nisso, não haverá cura para o alcoólatra que nasce com uma tendência para a dependência química, ou recuperação para um criminoso. Mas vejam que Paulo nos diz em (Rm. 7:15-17) que nascemos assim, com essa inclinação e vontade para o pecado, mas temos em Cristo a solução.

  • Não importa se você é gay, hetero ou bi, lésbica ou se é transexual (No matter gay, straight, or bi, lesbian, transgendered life) – Para Lady Gaga não importa porque segundo ela “você nasceu assim”. Mas nem a Bíblia nem a ciência dizem isso. A Bíblia diz em Gn 1:27 que Deus criou homem e mulher e nenhum outro gênero sexual. Além disso, a ciência ainda não conseguiu descobrir um gene que possa causar a homossexualidade e isso é dito pelo famoso pesquisador da área de genoma,  Simon LeVay que é um ativista gay.
Acho que já temos muito assunto para conversar sobre o hit da Lady Gaga, não é? Mas ainda preciso explicar o título do post. Ontem estava criando um álbum no meu Face chamado “I was born this way” e vi que só os anos me castigaram um pouco, mas que eu continuo como nasci, original de fábrica. Podem conferir nas fotos abaixo:

E o Neymar vai ser Papai…

Confesso que estava escrevendo sobre outro assunto (fica para o próximo post) quando vi a notícia sobre o Neymar ser pai ainda esse ano. Então pensei, preciso falar disso, ele é um dos ídolos dos nossos adolescentes. Que adolescente não gostaria de ser o Neymar: jovem, famoso, rico, jogador de futebol, o garoto do sonho de uma multidão de adolescentes brasileiras? E que adolescente brasileira não gostaria de namorar alguém como o Neymar, pelos mesmos motivos já citados?

Hoje pela manhã ao ler o Estado de São Paulo, mais uma surpresa, “consta que a futura mãe seria uma jovem de 17 anos que, como Neymar, assiste aos cultos de uma igreja Pentecostal em São Vicente” . Parece que a coisa fica cada vez melhor. Além de um ídolo nacional de nossos adolescentes, o garoto ainda é crente! É, meus leitores, é nesse mundo, que nossos adolescentes e pré-adolescentes vivem. É nesse mundo com tantos ruídos, onde a cultura através de todas as mídias grita mensagens totalmente diferentes da mensagem do Evangelho, que nossos filhos, nossos adolescentes precisam escutar a voz de Deus. Desanimador? Eu convido vocês a olhar para isso como desafiador! Não vou negar que a tarefa é dificílima, mas quero lembrá-los que temos um poderoso aliado, como Jesus nos explica em João 17 e resume isso no v. 15: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno.”

No meu devocional dessa manhã, que recebo todos os dias por e-mail, o versículo não podia ser mais adequado a tudo o que Deus vinha trabalhando em meu coração desde ontem. Vejam: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 . Não sei porque ainda me surpreendo ao ver que Deus sabe do que preciso se estou em sintonia com ele. Estava inconformada com os comentários sobre o Neymar, do tipo: “pelo menos ele vai assumir o filho, uma atitude digna”, “nisso já está mostrando que é melhor que o Pelé”, “não sei porque tanto barulho, afinal, ele tem 19 anos e ela 17 e terem um relacionamento sexual é normal” e coisas semelhantes. Não quero que o garoto seja apedrejado, mas ele também não pode virar herói ou ganhar o título de Papai de 2011.

Como é fácil nos amoldarmos ao padrão do mundo, pois os ruídos são tantos que fica difícil ouvir a voz de Deus e o que ele quer para nossas vidas. Ainda mais para os nossos adolescentes multitarefa que ao mesmo tempo em que fazem as tarefas da escola estão online no Facebook, no Twitter, assistem à MTV, conversam no MSN com n pessoas, mandam torpedos no celular e recebem informações de todo canto do planeta. Nesse devocional que lhes falei antes, Jim Leibelt diz que as disciplinas de buscar a Deus diariamente através da oração, da leitura da Bíblia e da aplicação da Palavra de Deus em nossas vidas funcionam como aqueles fones eliminadores de ruídos. Essas disciplinas eliminam esses ruídos externos e nos fazem ouvir a voz de Deus.

Bonito, não é? Mas como fazer isso acontecer na vida de nossos adolescentes? Como colocar em prática isso? Como tornar interessante para eles essas disciplinas?

A grande pergunta que deixo para vocês hoje é:

Como podemos ajudar nossos pré-adolescentes e adolescentes a ouvirem a voz de Deus num mundo tão cheio de ruídos contrários aos princípios cristãos?  

E a grande dica é:

Por que não usar os meios de comunicação que eles mais gostam para fazer isso?

Até o próximo post.

Quem está perdendo essa guerra?

Se você começou a ler esse post pensando que eu vou falar algo sobre a morte do Bin Laden ou sobre a guerra ao terrorismo, errou. Também não vou falar de nenhuma guerra espiritual.

É com muita tristeza que volto a falar da guerra contra o alcoolismo entre os nossos adolescentes e jovens e é com mais tristeza ainda que constato que são nossos filhos, nossos adolescentes e nossos jovens que estão perdendo essa guerra. Confesso que fiquei surpresa e desapontada ao constatar que o menor número de acessos que esse blog já teve, foi quando o assunto tratado era o alcoolismo entre os adolescentes. Quase não acreditei.

Semana passada, logo depois de ter postado a segundo parte do post “Adolescentes e Álcool: Mistura que Não Desce Redondo” tive a oportunidade de conversar com dois amigos muito queridos e verdadeiros especialistas na área. Um é o Dr. Maurício Gattaz, que além de amigo é o médico da minha família, profissional extremamente competente, e um dos que combate a praga do alcoolismo no Brasil. Além de apontar o álcool com grande vilão da saúde no Brasil, ele disse que os números mostram que a maior parte das mortes violentas estão associadas ao álcool. Vocês poderão ler mais sobre isso nos links que indicam os artigos escritos por ele para leigos como nós.

O outro amigo foi um dependente químico durante sua adolescência e parte da juventude e hoje encontra-se completamente recuperado. Na mesma conversa com o Dr. Maurício, esse amigo, que experimentou todas as drogas disponíveis no seu tempo, nos confessou que a pior de todas elas é sem dúvida o álcool. Ao contrário do que muitos dizem que o álcool é a porta de entrada para outras drogas, ele nos disse que o álcool é a própria droga.

E nós como igreja, o que estamos fazendo? Fechamos nossos olhos para esse problema ou falamos sobre ele uma vez por ano? Nos enganamos achando que nossos adolescentes não estão nessa? Que espaços abrimos para tratar do assunto com eles e com seus pais? O quanto sabemos do envolvimento deles com bebidas alcoólicas?

Vocês já leram essa reportagem da Revista Veja que diz que o adolescente brasileiro começa a beber em média com 12 anos? Isso é simplesmente assustador quando os especialistas nos dizem que o álcool leva à perda do juízo crítico em relação à sexualidade e à violência. Isso significa que podemos falar horas e horas para nossos adolescentes que o sexo é um grande presente de Deus para nós para o casamento, mas eles vão tomar a decisão de fazer sexo quando estão alcoolizados e perderam seu juízo crítico.

Como disse no começo, a situação é de uma verdadeira guerra e já sabemos quem está perdendo. Quando vamos inverter essa situação? A Palavra de Deus traz inúmeras advertências sobre o mau uso do álcool e nós precisamos ajudar os pais e aproveitar o tempo que temos com eles para discutir esse assunto.

Por que será que entre os Ais de Isaías ele incluiu esse: “Ai dos que são campeões em beber vinho e mestres em misturar bebidas,” Isaías 5:22 . Isso já dá para começar uma boa conversa, não dá?

RESULTADO DA ENQUETE

Alguns pais acham que oferecer bebida alcoólica aos seus filhos menores de idade em casa é uma forma de inibir o consumo dessas bebidas por eles fora de casa.
Concordo totalmente. 0%
Não concordo. 80%
Concordo parcialmente, pois acho arriscado.20%

Vale lembrar da pesquisa que já mencionei do Dr. George E. Vaillant, um professor de psiquiatria na Harvard University, que em 1983 comparou 136 homens alcoólatras com homens que não eram alcoólatras. Aqueles que cresceram em famílias onde o álcool era proibido na mesa, mas era consumido fora de casa sem a comida, tiveram 7 vezes mais chances de tornaram-se alcoólatras  do que aqueles que vieram de famílias onde o vinho era servido nas refeições, mas bebedeiras não eram toleradas de forma alguma.