Pecado e Preconceito

Parece até título de livro ou filme, mas não é. É uma forma de discutirmos homossexualidade e homofobia do ponto de vista bíblico e cristão com nossos pré-adolescentes e adolescentes. Esse é um assunto sério e do momento pois todas as mídias estão falando disso e como cristãos, nossos adolescentes precisam ter um posicionamento bíblico, mas jamais preconceituoso sobre o assunto.

Não precisamos pesquisar muito a Bíblia para encontrar vários textos bíblicos que apontam a homossexualidade como pecado: Gn 19:4-11; Lv 18:22; Rm 1:26-28; 1 Co 6:9-11. Infelizmente quando muitos pastores e líderes cristãos se pronunciam publicamente sobre esse pecado, ele se esquecem de que nós, cristãos, também somos pecadores e cometemos outros pecados, até outros tipos de pecados sexuais. A Bíblia, que é nossa regra de fé, nos diz o que é pecado e também nos diz em muitos vesículos que TODOS NÓS SOMOS PECADORES (Ec 7:20; Jo 8:7-9; Rm 3:10) e não apenas os homossexuais. Por isso, e com certa razão os homossexuais se sentem ofendidos e discriminados pelos cristãos.

Como líderes, pastores e pais de adolescentes cabe à nós ensinar à essa Nova Geração o que é pecado sexual, o que desagrada a Deus na nossa vida sexual, como adultério, sexo fora do casamento, homossexualidade e tudo o que está fora dos planos Dele para o sexo. Mas não nos cabe julgar. Por que acolhemos mais facilmente o casal de adolescentes ou jovens que está praticando sexo fora do casamento, mas não acolhemos o adolescente ou jovem homossexual? Por preconceito.

O capítulo 2 da Carta de Tiago nos diz claramente que discriminação ou preconceito desagrada a Deus, ou seja, é pecado. Entendam bem, há uma grande diferença entre não discriminar o pecador e aceitar o pecado. Homossexualidade e preconceito ou discriminação são pecados segundo a Bíblia. Entretanto a Bíblia também nos diz que Deus ama o pecador. “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” Romanos 5:8 

Precisamos nos posicionar sobre os pecados sexuais diante dos nossos adolescentes com uma teologia firme e com o amor do Senhor Jesus Cristo. O conhecido versículo de 1 João 1:9 nos afirma que Deus perdoa os pecados confessados e sabemos que não há pecados imperdoáveis quando há confissão e arrependimento.
Quanto à homossexualidade, há o forte argumento de que alguns homossexuais já nascem assim, ou nascem com uma predisposição para a homossexualidade. Nesse aspecto é importante lembrar que todos nós nascemos com uma predisposição para o pecado, porque como já dizia Renato Russo na música Indios “Nos deram espelhos e vimos um mundo doente”. Sim, até o poeta popular confirma o que Gênesis 3 nos ensina: nosso mundo é doente porque todos nós nascemos com a doença do pecado. Para o homossexual é o pecado da homossexualidade, para o fofoqueiro é o pecado da fofoca, mas cada um de nós tem que lutar dia após dia com o seu próprio pecado, pois todos nós nascemos predispostos para pecar e travamos uma luta diária com o pecado.

Há um ministério incrível nos Estados Unidos, chamado Marin Foundation, criado e dirigido pelo jovem Andrew Marin que trabalha à mais de 10 anos com homossexuais. Certa vez, assisti um de seus cursos pela Internet e quando perguntado por alguém da platéia sobre o seu sucesso em se comunicar tão bem com a comunidade gay, apesar de dizer claramente para eles que homossexualidade é pecado ele repondeu mais ou menos assim: “Quando os primeiros homossexuais começaram a frequentar meus estudos bíblicos na faculdade, lhes fiz essa mesma pergunta e um deles me disse que sempre ouviu os cristãos lhe dizerem que homossexualidade era pecado, mas que eu havia sido o primeiro cristão a lhe dizer que Deus o amava mesmo assim.” Simples como a Palavra de Deus, não é. Se você quiser ler um pouco mais sobre Marin em português, acesse esse link.

Quero terminar esse post deixando para vocês um excelente material do Professor e Pastor Luiz Sayão. para acessar o audio clique aqui e para acessar o texto clique aqui. A revista americana Group, especializada em Ministério com Adolescentes e Jovens trouxe na sua edição de Julho/Agosto matérias especiais sobre Pecados Sexuais e você pode acessá-las nesse link.

Além disso, dia 21/07/2011 às 12h (horário de Brasilia) você pode participar de um Video Webcast com Discussão e Chat sobre Pecados Sexuais ao vivo direto de Denver nos EUA através deste link. Basta acessar e estar com o inglês afiado.

Se você tem mais idéias, outros links sobre o assunto e quiser compartilhar conosco é só deixar seu comentário aqui para que possamos construir juntos um Novo Tempo para o Ministério de Adolescentes no Brasil!   

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2 respostas em “Pecado e Preconceito

  1. Olá, Ana!

    Primeiramente, peço desculpas pelo tamanho (exagerado) desta resposta. Pensei em enviá-la por email a você, apenas. Mas como seu blog tem comentários moderados, caso ache melhor, você pode simplesmente ler e rejeitar. Queria apenas compartilhar minhas impressões e algumas de minhas visões do assunto contigo. 🙂

    Gostei do enfoque do seu texto, saindo um pouco da “condenação plena” que já vi muito em outros escritos por pessoas religiosas. Parabéns pela coragem em defender a compaixão e o tratamento de igual para igual entre nós, seres humanos. 🙂

    Também achei muito interessantes os links que você deixou (em especial os de páginas fora do Brasil, que trouxeram discursos mais moderados), com algumas ressalvas a respeito do PDF do Pastor Luiz Sayão. A primeira é a idéia de que exista um “perfil de criação” que “causa” homossexualidade nas pessoas [dizendo assim, até parece doença…]. Existe aquele famoso (e muito citado) estudo com gêmeos, que, ao mesmo tempo que prova que não é algo puramente genético, também nos mostra que, com grande chance, *da mesma criação e do mesmo ambiente* saíram um homossexual e um heterossexual.

    A segunda coisa que me incomodou é quando ele fala sobre “sair da situação da homossexualidade”. Não há estudos (ao menos, não encontrei nenhum que tenha sido feito de maneira imparcial) sobre as chamadas “terapias de conversão”. Você, que sempre estuda a respeito de um tema antes de abordá-lo, deve concordar comigo que é muito difícil achar boas fontes para pesquisar sobre isto. E, infelizmente, por conta de toda essa ‘parcialidade’ em pesquisas e também de tanta pressa em “achar soluções/conclusões”, acabamos de mãos atadas em algumas coisas.

    Acredito que, por exemplo, caso se “prove por A+B” que é impossível alguém mudar de orientação sexual, haveria que se rever a aceitação das tais terapias de conversão.

    Já ouvi algum stand-up comedian americano (provavelmente a Wanda Sykes) dizendo à platéia algo como: “Você aí, imagine-se vivendo ao lado de alguém do mesmo sexo durante anos e anos, por pressão da sociedade, sendo que você se sente atraído por pessoas do sexo oposto. É a mesma coisa com gays, só que ao contrário.”

    Eu, como gay, me sinto exatamente desta forma.

    Mas trazer o discurso para minhas experiências pessoais seria ineficiente, visto que não sou o dono da verdade e nem minhas experiências são absolutas. 🙂 Meu ponto é apenas que, neste quesito, não temos uma resposta concreta ainda (seja ela da ciência ou de quem for).

    Volto a aplaudir seu texto também pela demonstração clara que você deu de que o preconceito muitas vezes está tão enraizado que nem percebemos que ele está lá (como no exemplo do casal de jovens que praticou sexo antes do casamento). E, saiba, os jovens se sentem SIM rejeitados por suas comunidades. Caso tenha um tempo (e queira comprovar o que eu disse), o NY Times fez uma matéria com alguns adolescentes sobre suas experiências ao “sairem do armário”. A matéria se chama “Coming Out”, aqui: http://www.nytimes.com/interactive/2011/05/23/us/20110523-coming-out.html

    Também abriram espaço para que pessoas enviassem suas histórias pessoais (em forma de texto), e uma coisa *muito* presente nestas histórias é o sentimento de abandono/repressão/preconceito por parte da comunidade religiosa.

    E, quando o assunto chega em religião, o máximo que posso fazer é olhar do lado de fora, visto que não professo a mesma crença que você, embora concorde que podemos ter uma convivência harmoniosa. 🙂

    Cordialmente,

    Fernando.

    • Olá Fernando,
      Obrigada pelo seu comentário longo, como você mesmo disse. Essa é a intenção do blog, uma interação com os meus leitores. Com certeza, o assunto é muito complexo e polêmico para ser abordado em um só post e procuro colocar referências variadas, mas dentro de posturas que considero aceitáveis. As abordagens do Pr. Luiz Sayão tem um elevado teor bíblico teológico e são importantes para a discussão do assunto. Entre as referências americanas, acho interessante você pesquisar mais o site da Marin Foundation, que tem uma abordagem mais holística sobre o assunto http://www.themarinfoundation.org . Inclusive, se você tiver acesso ao livro dele “Love is an Orientation”, eu recomendo a leitura.
      O que considero mais importante como cristã é que todos nós somos pecadores diante de Deus e não nos cabe julgar ninguém, como infelizmente muitos religiosos fazem, e que Deus nos amou sendo nós pecadores, sem fazer qualquer acepção de pessoas, religião ou orientação sexual.

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