O Que os Adolescentes Pensam de Jesus?

Você já pensou nisso? Já perguntou para os adolescentes do seu ministério, da sua igreja ou da sua família o que eles pensam de Jesus? Ou como eles definiriam ou descreveriam Jesus? Essas perguntas que parecem ter respostas tão óbvias podem nos surpreender de uma forma estranha. Foi isso que Rick Lawrence descobriu quando decidiu fazer uma pesquisa com adolescentes espalhados por todos os Estados Unidos. Equipes munidas de microfones e câmeras foram encarregadas de abordar adolescentes aos acaso pelas ruas do país e perguntar: “Como você descreveria Jesus?” E a palavra ou expressão mais usada para descrevê-lo foi “bom” ou “gente boa” e outras respostas como um “cara legal”, “uma pessoa amigável” e “alguém muito bom”. Essa experiência deixou Rick tão intrigado que foi uma das motivações para que ele escrevesse seu livro “Jesus Centered Youth Ministry”, infelizmente ainda sem tradução em português.

Creio que se fizéssemos essa experiência entre os nossos adolescentes obteríamos um resultado parecido. Sim, é inegável que Jesus é bom, mas essa não é a característica marcante dele. Mesmo quando realizava seus milagres e mostrava toda a sua bondade, Jesus mostrava o quão incrível e único ele é. Será que quando os adolescentes lêem sobre seus milagres, eles tem a dimensão disso? Esse vídeo feito pela BBC e com efeitos do tipo que o filme “Matrix” lançou e que hoje está tão popular talvez os ajude a ver que Jesus era extraordinário, incrível, fantástico e não apenas “bom”:

Quando leio sobre essa descrição que eles tem de Jesus, logo me lembro do texto de Mateus 21:12-13, quando Jesus entra no templo derrubando mesas e cadeiras dos mercadores e os chama de ladrões. Será que alguém ali achou Jesus bonzinho? Isso para não falar da sua famosa conversa com Pedro quando ele repreende Pedro dizendo “Para trás de mim, Satanás!” Mt 16:23

E o que dizer dos encontros de Jesus com os fariseus? Ele os chamou de hipócritas, serpentes, víboras, sepulcros caiados entre outras ofensas e os lembrava que estavam condenados a irem para o inferno. Claro que não podemos nos esquecer do famoso jantar relatado em Lucas 11:37-54 quando Jesus é convidado a jantar na casa de um fariseu e quando o jantar começa, a coisa mais suave que ele diz aos fariseus é “insensatos”. E quando um mestre da lei tenta interromper e diz que assim ele está ofendendo a todos, Jesus começa a falar diretamente para esse grupo e não poupa palavras, ou melhor ofensas. Será que alguém naquele jantar achou Jesus “bom”?

Aquela estranha conversa com Pedro antes da crucificação Lc 22: 31,32, quando Jesus diz a Pedro que Satanás pediu para peneirá-lo como trigo e Jesus diz que orou por ele. O que seus adolescentes pensam ao lerem essa passagem? Eu penso: “Como assim, mestre? O Senhor orou? O Senhor não disse para ele que não vai deixar ele me peneirar como trigo?” Será que Jesus parece bom aqui?

E o que dizer de Jesus que morreu na cruz por nós, pelos nossos adolescentes? Ele fez isso porque era bom? Não, ninguém é bom o suficiente para fazer algo assim por pessoas que nem sequer merecem isso. Jesus fez isso porque era o Filho de Deus enviado para nos salvar de uma condenação eterna. Ele fez por amor, pelo amor inexplicável e imensurável de Deus por nós. Ele morreu e ressuscitou porque era o próprio Deus feito homem! Uma coisa muito louca, como diriam nossos adolescentes.

Disse no começo que acreditava que se fizéssemos a mesma experiência que meu amigo Rick fez nos EUA com adolescentes brasileiros, obteríamos o mesmo resultado e explico porque. É muito raro ver adolescentes entregando suas vidas para Jesus como Senhor e não apenas como Salvador. E mais raro ainda vê-los dispostos a seguir por essa difícil e perigosa fase da adolescência com Jesus. Dificilmente vemos adolescentes que tem Jesus como centro de sua vida, que falam de sua experiência com ele apaixonadamente para seus amigos e que trazem seus amigos para Jesus por causa disso.

Não estou falando aqui de pequenos fanáticos religiosos, programados para fazer parte de um exército de religiosos que se isolam do mundo real e vivem nos limites do muro da igreja. Estou falando de adolescentes reais, que freqüentam a escola, o shopping, o cinema, os shows das bandas da moda, assistem TV, navegam na Internet, estão nas redes sociais e estão expostos a todo tipo de perigo desses tempos como álcool, droga, pornografia, sexo fora do casamento e um novo perigo que surge a cada dia. São esses adolescentes reais que precisam ter um relacionamento com um Jesus real que pode andar ao lado deles como Senhor nessa fase tão crítica.

Jesus é radical, incrível, vai contra a cultura, uma coisa muita louca, como eles mesmos diriam. Não é uma figura da renascença pálida e bondosa, mas um verdadeiro revolucionário, que com 12 homens que a sociedade da época rotularia de comuns à escória, mostrou Deus aos homens e mudou a nossa história com Deus. Jesus é Jesus, não é “O Cara”, “O Brother” e outros nomes mais que reduzem sua grandeza e majestade. Jesus é o Filho de Deus e viver uma vida tendo ele como Senhor é uma aventura radical. Mas será que nossos adolescentes já entenderam isso?

Por isso quero deixar duas perguntas para vocês líderes ou pais de pré-adolescentes ou adolescentes:

  1. Qual é o tipo de relacionamento que os seus adolescentes tem com Jesus?
  2. Como você tem apresentado Jesus para seus adolescentes?
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