Por Que Continuar no Ministério com Adolescentes?

Pré Adolescentes e eu na apresentação de Natal em dezembro de 2005

Estar no Ministério com Adolescentes é algo fantástico, principalmente quando atendemos um chamado de Deus para nossas vidas, mas também há momentos difíceis, de luta, tristeza e desânimo. Em seu livro “Uma Força em Movimento”, o pastor americano Erwin McManus nos lembra que viver no centro da vontade de Deus, seguindo a Deus é o lugar mais perigoso do mundo. Estamos sujeitos a todo tipo de perigo, chuvas e trovoadas e para comprovar isso, McManus nos convida a observar nas Escrituras as vidas daqueles que seguiram a Deus, desde Abraão até Paulo. Não é para qualquer um mesmo.

Sim, Deus está conosco nesses momentos difíceis, mas sejamos francos, há momentos em que a pressão é grande, o desânimo é intenso e pensamos que não vamos agüentar e que nossa única ou melhor opção é desistir. Confesso que estive passando por momentos assim nos últimos dias. Mas como sempre acontece quando passo por isso, Deus graciosa e pacientemente me mostra um pouco do alcance que o Ministério com Adolescentes pode ter e eu volto a ter meu foco no meu chamado e na missão que ele me deu.

Dessa vez, Deus usou Brian Johnson, um pastor de adolescentes do Tennessee, nos Estados Unidos, que faz parte de um grupo de pastores e líderes de adolescentes do qual eu também participo. Temos uma página fechada no Facebook para trocar idéias, pedidos de oração, encorajar uns aos outros ou apenas nos divertir. Foi num desses dias que Brian postou o seguinte:

“Eu quero compartilhar com vocês uma rápida estória: No meu grupo há uma garota que vem de uma família budista. No ano passado ela se tornou a primeira cristã da sua família. Sua irmã mais nova ( de 9 anos) deu à ela uma folha de papel dobrada ao meio com a palavra “Bíblia” escrita na frente e lhe disse “Eu não sei o que tem nela, mas eu sei o quanto você quer uma, então eu fiz uma para você.” Essa sua irmãzinha ensina para suas bonecas, histórias de uma Bíblia que ela nunca leu ( ela inventa essas histórias, é claro). A adolescente geralmente recebe como castigo a proibição de vir à igreja. Na verdade ela está de castigo agora, mas a mãe disse que dessa vez ela está de castigo de tudo, menos da igreja. A noite passada ela veio nos ajudar com a Escola Bíblica de Férias e trouxe com ela uma cópia carbono dela mesma em tamanho menor. A mãe finalmente permitiu que a sua irmãzinha viesse à igreja e aprendesse as verdadeiras histórias das Escrituras. A família ainda é budista, mas o coração deles parece estar amolecendo. E agora finalmente essa criança poderá aprender sobre o Deus que ela quer tanto conhecer.”

Pré-adolescentes e eu em dezembro de 2009

Uau! São coisas assim que me fazem ver que vale a pena estar no Ministério com Adolescentes. Se conseguirmos tocar a vida de um adolescente, que vai fazer diferença na vida da família dele e deixar que essa família ou apenas uma outra pessoa dessa família seja alcançada pelo amor de Deus e pela Salvação de Cristo Jesus, já valeu a pena. Isso para não falar no grupo de amigos deles da escola, do condomínio, do clube. Simplesmente não temos a dimensão que o Ministério com essa Nova Geração pode alcançar.

Todos nós devemos ter histórias como a do Brian para contar, então, meu convite para vocês hoje, líderes de pré-adolescentes, adolescentes e jovens desse país é:

Lembrem-se dessas histórias e digam novamente ao Senhor: “Eis me aqui, usa-me no Ministério com essa Nova Geração!”

 

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I was born this way, mas a Lady Gaga não!

Assim que ouvi pela primeira vez o hit “I was born this way” de Lady Gaga, me lembrei imediatamente (eu estou chegando nos 50) da canção Gabriela de Dorival Caymmi, inspirada no Romance Gabriela Cravo e Canela de Jorge Amado e que dizia:

Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre gabriela

Ao escutar mais atentamente a letra, percebi que não tinha quase nada a ver com a velha canção. Mas as duas fotos acima também nos mostram que Lady Gaga, nasceu Stefani Joanne Angelina Germanotta, morena e uma adolescente comum e que agora com seus estranhos implantes faciais, seus cabelos platinados se tornou a “mãe monstro” como ela mesmo se auto-denomina. Portanto, queridos leitores, Lady Gaga não nasceu assim e sua música começa nos enganando desde o começo.

Mas nos enganando por que? É justamente aí que está o problema, a música de Gaga diz que todos devem ser aceitos como são e chega a citar que Deus não comete erros e por isso enganou muitos cristãos. A canção chegou a ser considerada como um hino aos marginalizados por uma teóloga americana num site cristão, por causa desse trecho, que é precedido por outro que diz que não importa sua classe social, raça ou nacionalidade:

Whether life’s disabilities                       (Não importa se os obstáculos da vida)                                                Left you outcast, bullied, or teased    (Te deixaram afastado, assediado ou importunado)
Rejoice and love yourself today           (Alegre-se e ame-se hoje)
‘cause baby you were born this way  (Pois, baby, você nasceu assim)

Então examinem a letra e sua tradução antes de  apontarmos as falhas nesses argumentos que convencem muitos cristãos e provavelmente muitos jovens e adolescentes.

  • Pois Deus não erra (‘cause god makes no mistakes) – Aqui reconheço que é ponto para Lady Gaga, porque Deus não erra mesmo. Tudo o que Deus faz é perfeito e certo. O grande problema são os fatos que ela usa para justificar essa afirmação.
  • Baby, eu nasci assim. Oooh não tem outro jeito (Baby i was born this way. Ooo there ain’t no other way) E nesse trecho que a música fica parecida com aquela da Gabriela e isso não é verdade na vida do cristão. Sabemos que em Cristo podemos ter uma nova vida e que só ele pode dar um outro jeito na vida que levamos. (2 Co 5:17)

Essa é uma ótima desculpa para permanecer no erro e no pecado, pois afinal se nascemos assim e não há outro jeito, que culpa temos. Se acreditarmos nisso, não haverá cura para o alcoólatra que nasce com uma tendência para a dependência química, ou recuperação para um criminoso. Mas vejam que Paulo nos diz em (Rm. 7:15-17) que nascemos assim, com essa inclinação e vontade para o pecado, mas temos em Cristo a solução.

  • Não importa se você é gay, hetero ou bi, lésbica ou se é transexual (No matter gay, straight, or bi, lesbian, transgendered life) – Para Lady Gaga não importa porque segundo ela “você nasceu assim”. Mas nem a Bíblia nem a ciência dizem isso. A Bíblia diz em Gn 1:27 que Deus criou homem e mulher e nenhum outro gênero sexual. Além disso, a ciência ainda não conseguiu descobrir um gene que possa causar a homossexualidade e isso é dito pelo famoso pesquisador da área de genoma,  Simon LeVay que é um ativista gay.
Acho que já temos muito assunto para conversar sobre o hit da Lady Gaga, não é? Mas ainda preciso explicar o título do post. Ontem estava criando um álbum no meu Face chamado “I was born this way” e vi que só os anos me castigaram um pouco, mas que eu continuo como nasci, original de fábrica. Podem conferir nas fotos abaixo:

E o Neymar vai ser Papai…

Confesso que estava escrevendo sobre outro assunto (fica para o próximo post) quando vi a notícia sobre o Neymar ser pai ainda esse ano. Então pensei, preciso falar disso, ele é um dos ídolos dos nossos adolescentes. Que adolescente não gostaria de ser o Neymar: jovem, famoso, rico, jogador de futebol, o garoto do sonho de uma multidão de adolescentes brasileiras? E que adolescente brasileira não gostaria de namorar alguém como o Neymar, pelos mesmos motivos já citados?

Hoje pela manhã ao ler o Estado de São Paulo, mais uma surpresa, “consta que a futura mãe seria uma jovem de 17 anos que, como Neymar, assiste aos cultos de uma igreja Pentecostal em São Vicente” . Parece que a coisa fica cada vez melhor. Além de um ídolo nacional de nossos adolescentes, o garoto ainda é crente! É, meus leitores, é nesse mundo, que nossos adolescentes e pré-adolescentes vivem. É nesse mundo com tantos ruídos, onde a cultura através de todas as mídias grita mensagens totalmente diferentes da mensagem do Evangelho, que nossos filhos, nossos adolescentes precisam escutar a voz de Deus. Desanimador? Eu convido vocês a olhar para isso como desafiador! Não vou negar que a tarefa é dificílima, mas quero lembrá-los que temos um poderoso aliado, como Jesus nos explica em João 17 e resume isso no v. 15: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno.”

No meu devocional dessa manhã, que recebo todos os dias por e-mail, o versículo não podia ser mais adequado a tudo o que Deus vinha trabalhando em meu coração desde ontem. Vejam: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 . Não sei porque ainda me surpreendo ao ver que Deus sabe do que preciso se estou em sintonia com ele. Estava inconformada com os comentários sobre o Neymar, do tipo: “pelo menos ele vai assumir o filho, uma atitude digna”, “nisso já está mostrando que é melhor que o Pelé”, “não sei porque tanto barulho, afinal, ele tem 19 anos e ela 17 e terem um relacionamento sexual é normal” e coisas semelhantes. Não quero que o garoto seja apedrejado, mas ele também não pode virar herói ou ganhar o título de Papai de 2011.

Como é fácil nos amoldarmos ao padrão do mundo, pois os ruídos são tantos que fica difícil ouvir a voz de Deus e o que ele quer para nossas vidas. Ainda mais para os nossos adolescentes multitarefa que ao mesmo tempo em que fazem as tarefas da escola estão online no Facebook, no Twitter, assistem à MTV, conversam no MSN com n pessoas, mandam torpedos no celular e recebem informações de todo canto do planeta. Nesse devocional que lhes falei antes, Jim Leibelt diz que as disciplinas de buscar a Deus diariamente através da oração, da leitura da Bíblia e da aplicação da Palavra de Deus em nossas vidas funcionam como aqueles fones eliminadores de ruídos. Essas disciplinas eliminam esses ruídos externos e nos fazem ouvir a voz de Deus.

Bonito, não é? Mas como fazer isso acontecer na vida de nossos adolescentes? Como colocar em prática isso? Como tornar interessante para eles essas disciplinas?

A grande pergunta que deixo para vocês hoje é:

Como podemos ajudar nossos pré-adolescentes e adolescentes a ouvirem a voz de Deus num mundo tão cheio de ruídos contrários aos princípios cristãos?  

E a grande dica é:

Por que não usar os meios de comunicação que eles mais gostam para fazer isso?

Até o próximo post.

Quem está perdendo essa guerra?

Se você começou a ler esse post pensando que eu vou falar algo sobre a morte do Bin Laden ou sobre a guerra ao terrorismo, errou. Também não vou falar de nenhuma guerra espiritual.

É com muita tristeza que volto a falar da guerra contra o alcoolismo entre os nossos adolescentes e jovens e é com mais tristeza ainda que constato que são nossos filhos, nossos adolescentes e nossos jovens que estão perdendo essa guerra. Confesso que fiquei surpresa e desapontada ao constatar que o menor número de acessos que esse blog já teve, foi quando o assunto tratado era o alcoolismo entre os adolescentes. Quase não acreditei.

Semana passada, logo depois de ter postado a segundo parte do post “Adolescentes e Álcool: Mistura que Não Desce Redondo” tive a oportunidade de conversar com dois amigos muito queridos e verdadeiros especialistas na área. Um é o Dr. Maurício Gattaz, que além de amigo é o médico da minha família, profissional extremamente competente, e um dos que combate a praga do alcoolismo no Brasil. Além de apontar o álcool com grande vilão da saúde no Brasil, ele disse que os números mostram que a maior parte das mortes violentas estão associadas ao álcool. Vocês poderão ler mais sobre isso nos links que indicam os artigos escritos por ele para leigos como nós.

O outro amigo foi um dependente químico durante sua adolescência e parte da juventude e hoje encontra-se completamente recuperado. Na mesma conversa com o Dr. Maurício, esse amigo, que experimentou todas as drogas disponíveis no seu tempo, nos confessou que a pior de todas elas é sem dúvida o álcool. Ao contrário do que muitos dizem que o álcool é a porta de entrada para outras drogas, ele nos disse que o álcool é a própria droga.

E nós como igreja, o que estamos fazendo? Fechamos nossos olhos para esse problema ou falamos sobre ele uma vez por ano? Nos enganamos achando que nossos adolescentes não estão nessa? Que espaços abrimos para tratar do assunto com eles e com seus pais? O quanto sabemos do envolvimento deles com bebidas alcoólicas?

Vocês já leram essa reportagem da Revista Veja que diz que o adolescente brasileiro começa a beber em média com 12 anos? Isso é simplesmente assustador quando os especialistas nos dizem que o álcool leva à perda do juízo crítico em relação à sexualidade e à violência. Isso significa que podemos falar horas e horas para nossos adolescentes que o sexo é um grande presente de Deus para nós para o casamento, mas eles vão tomar a decisão de fazer sexo quando estão alcoolizados e perderam seu juízo crítico.

Como disse no começo, a situação é de uma verdadeira guerra e já sabemos quem está perdendo. Quando vamos inverter essa situação? A Palavra de Deus traz inúmeras advertências sobre o mau uso do álcool e nós precisamos ajudar os pais e aproveitar o tempo que temos com eles para discutir esse assunto.

Por que será que entre os Ais de Isaías ele incluiu esse: “Ai dos que são campeões em beber vinho e mestres em misturar bebidas,” Isaías 5:22 . Isso já dá para começar uma boa conversa, não dá?

RESULTADO DA ENQUETE

Alguns pais acham que oferecer bebida alcoólica aos seus filhos menores de idade em casa é uma forma de inibir o consumo dessas bebidas por eles fora de casa.
Concordo totalmente. 0%
Não concordo. 80%
Concordo parcialmente, pois acho arriscado.20%

Vale lembrar da pesquisa que já mencionei do Dr. George E. Vaillant, um professor de psiquiatria na Harvard University, que em 1983 comparou 136 homens alcoólatras com homens que não eram alcoólatras. Aqueles que cresceram em famílias onde o álcool era proibido na mesa, mas era consumido fora de casa sem a comida, tiveram 7 vezes mais chances de tornaram-se alcoólatras  do que aqueles que vieram de famílias onde o vinho era servido nas refeições, mas bebedeiras não eram toleradas de forma alguma.


Adolescentes e Álcool: Mistura que Não Desce Redondo (Parte 2)

O alcoolismo entre adolescentes e jovens tem proporções epidêmicas no Brasil e a Igreja Brasileira precisa começar a agir imediatamente. Não podemos esquecer as outras drogas, mas é muito importante lembrar que nossos jovens não são bombardeados por comerciais de cocaína, crack ou maconha na TV, revistas ou Internet. Mas eles são constantemente bombardeados por comerciais muito bem feitos de bebidas alcoólicas, onde os famosos e jovens aparecem se divertindo em lugares maravilhosos e em situações incríveis. Tudo parece dizer: beba, pois beber é ótimo.

Como prometi no último post, aqui vão mais dicas para lutar contra essa epidemia.

  • Ensine que a Bíblia não proíbe o consumo de bebidas alcoólicas pelos cristãos. Embora muitos cristãos pensem assim, as Escrituras não trazem essa proibição ou o primeiro milagre de Jesus ao transformar água em vinho seria uma total incoerência (João 2:1-11). A Bíblia nos adverte a nos mantermos longe do álcool para evitarmos a embriaguez (Pv 20:1; 23:29-35 ; Efésios 5:18), que é condenada por Deus. Entretanto pela lei brasileira, como já dissemos no post anterior, bebidas alcoólicas são proibidas para menores de 18 anos e isso não se discute.
  • Traga pessoas que já tiveram problemas com álcool para dar seu testemunho para os adolescentes.  Essas histórias podem ser muito fortes e tristes, mas tem um impacto tremendo para os adolescentes e jovens. Eles poderão ouvir e ver o potencial de destruição que o álcool tem em vidas de pessoas como eles. Vídeos e filmes sobre histórias reais também podem ajudar.
  • Trabalhe em conjunto com os pais para que eles saibam como lidar com seus filhos em casa. Não me compreendam mal, mas é papel dos pais “ensinar” seus filhos a beberem com responsabilidade ao invés de os atirarem ao mundo aí fora sem nenhuma instrução. Dr. Paul Steinberg, um psiquiatra de Washington diz que a idade mais perigosa para um jovem é aquela em que ele pode beber álcool legalmente sem qualquer supervisão (21 anos nos EUA). Muitos jovens caem com tudo na bebida e por isso ele sugere que os pais comecem a introduzir o vinho nas refeições em família como prevenção à esse tipo de comportamento.

Dr. George E. Vaillant, um professor de psiquiatria na Harvard University, publicou The Natural History of Alcoholism (A História Natural do Alcoolismo) em 1983 onde comparou 136 homens alcoólatras com homens que não eram alcoólatras. Aqueles que cresceram em famílias onde o álcool era proíbido na mesa, mas era consumido fora de casa sem a comida, tornaram-se alcoólatras 7 vezes mais do que aqueles que vieram de famílias onde o vinho era servido nas refeições, mas bebedeiras não eram toleradas de forma alguma.

É claro que em famílias onde o alcoolismo já é um problema conhecido, esse procedimento não deve ser empregado, pois é cientificamente sabido que há uma predisposição genética para o alcoolismo.

Talvez esse procedimento possa causar espanto ou escândalo para alguns de vocês, mas preciso dizer que foi esse o procedimento que meu marido e escolhemos para nossa família. Perto dos 18 anos, nossos 3 filhos começaram a ter acesso a uma limitada quantidade de bebida alcoólica sob a nossa supervisão durante as refeições. E bebedeiras eram terminantemente proibidas. Escolhemos fazer isso sem conhecer essas pesquisas, mas porque fomos educados assim e os resultados foram bons em nossas famílias de 4 e 5 filhos.

Meus filhos podiam ir às festas desde os 15 anos com a condição de que nós fossemos buscá-los, pois assim poderíamos checar se eles haviam bebido ou não. Eles sabiam que uma bebedeira não seria tolerada e apenas 1 deles quebrou nossa confiança e bebeu demais uma vez aos 17 anos. Por isso ficou sem sair por 3 meses justamente numa época de festas de formatura, que ele perdeu sob protestos, choros e até greves de fome, mas perdeu e aprendeu.

  • Encontre voluntários que possam estar mais próximos dos seus adolescentes. Há uma grande chance de que metade dos adolescentes do seu grupo esteja enfrentando problemas com álcool, mas fica muito difícil detectar isso num grupo grande. Por isso, precisamos muito de adultos ou jovens adultos cristãos com uma vida séria com Deus que possam acompanhá-los mais de perto. Ore e procure por essas pessoas. Ore para que a sua congregação entenda que a geração mais velha é sim responsável pela geração mais nova (Juízes 2:10)
Lutar contra a epidemia do alcoolismo entre os adolescentes não é fácil, mas é nossa tarefa e com a ajuda de nosso Deus e joelhos no chão precisamos continuar nessa luta!

Adolescentes e Álcool: Mistura que Não Desce Redondo (Parte 1)

Num mundo de tantas tragédias, como a do Massacre em Realengo, pensei que não me comoveria facilmente tão cedo, mas o programa Profissão Repórter do dia 19/04 sobre Jovens e Consumo de Álcool no Brasil me deixou profundamente triste e preocupada. Não assisti à um massacre, mas vi milhares de jovens e adolescentes destruindo lentamente suas vidas e seus futuros através do consumo excessivo de álcool. Se você não assistiu ao programa, só vai ter a real dimensão do que eu estou falando assistindo as cenas chocantes na Internet.

As pesquisas mostram que no Brasil, dos adolescentes entre 12 e 17 anos, 48,3%, já beberam alguma vez na vida. Desses, 14,8% bebem regularmente e 6,7% são dependentes de álcool.

Além disso, 46% dos adolescentes entre 14 e 17 anos consomem bebidas alcoólicas no nosso país. O dado é de um estudo recente da ONU, que mapeou a ingestão de álcool entre os jovens de nove países da América Latina. Ficamos atrás apenas da Colômbia, com 51,9%, e do Uruguai, com 50,1%.

O alcoolismo entre jovens e adolescentes no Brasil se transformou numa epidemia, mas nem tudo está perdido. Podemos e devemos combater o mais depressa possível essa praga que está destruindo nossos adolescentes e jovens. O jornal gaúcho Zero Hora publicou em uma edição recente que Pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que o envolvimento religioso pode diminuir o uso abusivo de álcool na juventude”.

Então minha grande pergunta é: O que a Igreja Brasileira está fazendo para combater isso? Qual é a diferença que a Igreja está fazendo nas vidas desses adolescentes e jovens no combate ao alcoolismo? 

Tenho algumas contribuições para que possamos começar a pensar e discutir esse assunto tão importante:

  • Reconheça que o problema existe e está afetando nossos adolescentes. Se 46% dos adolescentes consomem bebidas alcoólicas regularmente, esse problema deve está acontecendo dentro de nossas Igrejas e lares. Não podemos nos enganar e achar que estamos imunes ou distantes do problema.
  • Comece a discutir o assunto o mais cedo possível. O problema do alcoolismo deve ser tratado já com pré-adolescentes ou com a galerinha à partir dos 10 anos. Outro dia, lendo um artigo do Dr. Walt Mueller, um estudioso da cultura teen nos EUA, ele dizia que falamos muito para as crianças sobre drogas, para não aceitarem doces ou bebidas de estranhos, mas acabamos deixando de falar do álcool, que é provavelmente a primeira droga à que elas terão acesso. Além disso, as pesquisas mostram que adolescentes que começaram a beber antes dos 15 anos tem 5 vezes mais propensão a se tornarem alcoólatras do que os jovens que tem o primeiro contato com a bebida depois da maioridade.
  • Converse abertamente com eles sobre a lei da proibição de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e os danos que a bebida causa ao cérebro em crescimento. É importante que eles saibam que em nosso país é proibido por lei o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, estejam eles acompanhados ou não de um maior de idade. Como cristãos devemos obedecer a lei e não cabe discutir se ela é justa ou não. (Rm 13:1-3) Mas essa lei também tem um embasamento científico, pois é comprovado que o álcool pode trazer danos irreversíveis à saúde do menor de 18 anos.
Há ainda muito o que discutir sobre esse assunto e muitas mais dicas para dar aos líderes e pais. Portanto, resolvi dividir esse post em 2 partes e na parte 2 vou dar mais dicas e compartilhar mais as minhas experiências de mãe de 3 jovens que já passaram por esse doce, mas conturbado período da adolescência e também tiverem que enfrentar essa tentação e pressão do grupo em relação ao álcool. Também vou propor uma enquete e sua participação é muito importante. Perguntas e outras contribuições também são importantes para a Parte 2 desse Post, portanto sinta-se a vontade para participar.

É Carnaval no Brasil mais uma vez

Chegou o tão esperado Carnaval no Brasil. Segundo nossa tradição só depois da próxima quarta-feira, dia 9 de março, é que nosso país começa a funcionar. Um grande feriado, a maior festa popular do país, um dos maiores espetáculos do mundo, enfim, chame do que você quiser, o Carnaval brasileiro é tradição, assim como é tradição as igrejas cristãs evangélicas ou não promoverem retiros de Carnaval.

Não vou usar esse espaço para falar sobre o significado do Carnaval, pois há várias boas fontes disponíveis para isso, inclusive na Internet e porque quero refletir e convidá-los a refletir comigo sobre o que isso representa para as novas gerações, as gerações que podem mudar o mundo.

Numa rápida busca no Google sobre Carnaval e adolescentes e jovens, praticamente só encontrei links falando de retiros de Carnaval de norte a sul do país. Como líder dessa faixa etária e mãe acho a iniciativa das nossas igrejas excelente e sempre estive envolvida nesses Acampamentos, como líder, voluntária ou mãe de acampantes. É bom saber que nossos adolescentes e jovens não estão envolvidos com os temidos bailes de Carnaval, blocos, bebedeiras, sexo casual, drogas e outras coisas parecidas que acontecem nesses dias de folia.

Mas, pensando bem… isso tudo só acontece no Carnaval? Infelizmente, não. Talvez o título desse artigo devesse ser: Brasil, o país do Carnaval. Vivemos a cultura do Carnaval nos 365 dias do ano. Basta olhar o nosso dia a dia, as baladas, raves, festas, barzinhos que essa moçada frequenta semanalmente para perceber que vivemos o Carnaval o ano inteiro. Nos 4 dias do Carnaval, tudo fica mais exposto pela grande cobertura da mídia, pelo feriado nacional e pela tradição, mas a cultura do Carnaval permeia nosso dia a dia.

Nossos retiros ou Acampamentos de Carnaval precisam criar bases sólidas nessa geração para que eles possam levar uma vida séria com Deus nos outros 361 dias do ano de Carnaval. Não podemos nos enganar, pois vivemos tempos como os que viviam os cristãos de Corinto. Os capítulos 6 e 7 da carta de Paulo aos Coríntios não poderiam ser mais atuais. Os programas de TV como as novelas e reality shows do tipo BBB não nos deixam esquecer disso, mas esse já é um assunto para outro post, não é?

Portanto, líderes de ministérios e pais de adolescentes e jovens: o Carnaval 2011 está apenas começando para nós e vai durar 1 ano. Preparem-se com muito joelho no chão, amor e a Palavra de Deus.