Quem é Thiago Braz?

 

Foto de DAVID GRAY/ REUTERS

                                                                                                                               Foto de David Gray/Reuters

Sei que como eu, muitos brasileiros acordaram hoje perguntando: “Quem é Thiago Braz?”. Confesso que até a medalha de ouro desse jovem brasileiro, eu não tinha ouvido falar dele. Assim que pude fui pesquisar sobre o atleta na Internet e minha primeira pesquisa foi na ficha dele publicada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Logo, algumas informações chamaram minha atenção:

HOBBIES: Assistir filmes e ler a Bíblia

OBJETIVOS PROFISSIONAIS: Atingir o que Deus tem para mim

Mais algumas pesquisas e vejo que a história de Thiago é mais uma história de superação. Ele foi abandonado pela mãe ainda menino e foi criado pelos avós. Ao ser perguntado sobre quem seriam as pessoas mais importantes na sua trajetória, ele respondeu “Deus e meus avós”.  Thiago também tem um triste histórico de não resistir às pressões das grandes competições como o Mundial e o Pan. Mas na maior de todas as competições ele finalmente venceu e diz que sua vitória foi um milagre de Deus!

Encontrar notícias, imagens e vídeos sobre o grande feito de Thiago é muito fácil. Thiago é casado com uma jovem atleta, Ana Paula, que foi entrevistada logo após a conquista dele. Vibrando com a conquista, Ana Paula fala do grande empenho do marido para conquistar essa medalha de ouro. E continua dizendo “Hoje o dia foi preparado por Deus para o Thiago e ninguém mudava isso. É para honra de Deus!” Confira a entrevista aqui.

Thiago Braz FBNa página oficial dele no Facebook, encontro essa postagem ao lado. Thiago sabe que Deus está com ele na vitória ou na derrota! Ele crê no Deus que não nos abandona jamais.

Thiago também foi entrevistado após a prova e quando perguntado sobre como conseguia se manter tão calmo, ele respondeu: “Aprendi a ter fé e confiar em Deus. Ele tem me ensinado muita coisa, até mesmo a concentração.” Confira essa entrevista aqui.

Várias notícias descrevem Thiago como muito religioso, mas uma delas diz “É comum ver o atleta brasileiro usando as redes sociais para compartilhar imagens de fé. Adota o discurso em seu dia a dia.” Parece que não é apenas mais um discurso de alguém que se diz cristão, mas é uma fala de alguém que vive de acordo com sua fé! Nessa época de escassez de referências para nossos adolescentes e jovens, a vida do Thiago Braz, com suas derrotas e vitórias, pode ajudá-los a ver que ter uma vida com Deus vale à pena!

Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.
Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem se desanimem.
Hebreus 12:1-3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A história por trás das vitórias e derrotas de Michael Phelps

Phelps Reuters

© Reuters

Estamos assistindo a várias histórias de superação nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Muitos atletas enfrentaram derrotas, lesões, preconceitos e muito treinamento para disputarem essa Olimpíada.

E o maior medalhista olímpico da era moderna não é uma exceção. O fenômeno Michael Phelps, que até o momento em que escrevo esse post, já havia ganhado 25 medalhas olímpicas em 5 edições dos jogos. Com apenas 15 anos ele participou das Olimpíadas de Sidney em 2000 sem ganhar medalhas.

Para chegar até aqui, Phelps passou por momentos gloriosos, como quando ganhou 8 medalhas de ouro em uma única edição, nos Jogos de Pequim, na China em 2008. Outro momento importantíssimo de sua carreira ocorreu nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, ao tornar-se o primeiro nadador do mundo a conquistar o titulo olímpico, três vezes consecutivas na mesma especialidade a nível individual (200m medley). Entretanto desde o final das Olimpíadas de 2008, o nadador vinha enfrentando problemas com drogas, álcool e problemas de relacionamento com seu pai. Seus pais se separaram quando ele tinha apenas 9 anos.

O nadador anunciou sua aposentadoria depois dos Jogos de Londres em 2012. Abandonou os esportes e sua vida perdeu o rumo. Seus problemas com o álcool continuaram e ele chegou a ser preso por dirigir embriagado. Deprimido, chegou a pensar em suicídio. Mas seu amigo Ray Lewis, ex-jogador de futebol americano do Baltimore Ravens, e pessoas da família conseguiram convencê-lo a se internar numa clinica de reabilitação em 2014. No período de internação, Phelps leu Uma Vida com Propósito de Rick Warren, livro que ganhou de seu amigo Lewis. Essa história é contada num documentário exibido pela ESPN Brasil. Clique aqui para assistir esse documentário de 16 minutos ou assista no site da ESPN Brasil. Se você é um líder de adolescentes, aproveite esse vídeo e assista com sua turma para iniciar um bom bate-papo. Se você é pai ou mãe de adolescentes, aproveite para assistir vídeo com seus filhos e iniciar uma boa conversa.

Muitos sites dizem que Phelps foi salvo pelo livro ou que foi salvo pelo desejo de competir nas Olimpíadas de 2016. Outros dizem que o nadador entregou sua vida a Jesus. Nenhum desses fatos é verdadeiro! A única verdade é que Deus agiu poderosamente e deu novo rumo à vida de Phelps.

A história de Michael Phelps pode mostrar aos nossos adolescentes e jovens como uma trajetória de sucesso pode ser interrompida quando estamos afastados de Deus. E também mostra que na sua graça e misericórdia, só Deus pode nos resgatar de uma situação de dor, falta de esperança e de vontade de viver.

Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. Efésios 1:6

 

A Triste Reflexão sobre a Morte do Champignon

Fãs fazem homenagem ao músico Foto: Kleber Tomaz/G1

Fãs fazem homenagem ao músico Foto: Kleber Tomaz/G1

Começamos essa semana com a notícia da trágica morte do músico Champignon, integrante da famosa banda Charlie Brown Jr. Essa morte é ainda mais chocante, pois tudo indica que o músico cometeu suicídio e ocorreu apenas 6 meses após a também trágica morte de Chorão (líder da banda) por overdose. Homenagens e posts nas redes sociais mostram o inconformismo, a tristeza e o impacto que essa morte causou nos fãs. O que a morte desse jovem músico, ídolo de muitos adolescentes e jovens, nos leva à refletir?

Entre as muitas notícias publicadas sobre a morte de Champignon, uma fala do próprio músico chamou minha atenção. Numa entrevista ao G1 no dia 6 de maio, após a morte de outro amigo por suicídio, Peu, Champignon fez a seguinte declaração“Os dois (Chorão e Peu) perderam a fé. Quando perdem a fé, perdem a vontade de viver. Foi mais um dia muito triste”. Essa declaração me leva a perguntar: Em que eles tem fé? Por que eles perderam a vontade de viver?

Os integrantes do Charlie Brown Jr

Os integrantes do Charlie Brown Jr

Aparentemente, os três jovens músicos, mortos nos últimos 6 meses, haviam conseguido fama, sucesso e dinheiro, três coisas que os jovens buscam hoje em dia. Esses três alvos são difíceis de ser alcançados, mas podem ser perdidos do dia para a noite. E se a vida está baseada somente nessas coisas, se perde a vontade de viver. Muitos adolescentes e jovens são escravos da fama, do sucesso, do dinheiro, das drogas (como no caso do Chorão) e vivem em função disso.

Mas a Bíblia nos diz que não precisamos ser escravos e que podemos ser livres. Paulo escreve em Gálatas: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão.” Gálatas 5:1 

Imagem: FreeDigitalPhotos.net

Imagem: FreeDigitalPhotos.net

Precisamos mostrar aos adolescentes e jovens que uma vida com Deus é a melhor vida que podemos ter independente de qualquer coisa. Jesus nos diz em João 10:10 “O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” Ele também disse em João 8:32 “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.

Ao contrário do que muita gente pensa, o cristão é livre. Viver uma vida séria com Deus é viver uma vida de liberdade e não uma vida cheia de regrinhas e de “Não Pode”. Nós somos livres para escolher como vamos viver e no que vamos ter fé. A escolha é nossa: Nós podemos viver da maneira que Deus quer ou podemos viver da maneira que o mundo nos diz como viver. Nós podemos ter fé em Deus que não nos abandona jamais ou podemos ter fé nas coisas que podem acabar de repente

Concluindo, nós podemos acreditar nas mentiras que o mundo de hoje nos diz ou podemos acreditar na verdade de Deus que não nunca muda. O quadro abaixo nos mostra bem isso:

tabela post

Nosso trabalho é ajudar nossos adolescentes a refletirem sobre essas tragédias e ajudá-los a fazerem a escolha pela liberdade. 

Sofrimento e Morte: Como os Adolescentes Enfrentam essas Realidades

APTOPIX Brazil Nightclub Fire

A semana passada foi marcada por sofrimento, morte, dor e pesar em todo o Brasil. A trágica morte de centenas de jovens no incêndio da boate Kiss em Santa Maria, RS atingiu todos nós. Pais enterrando seus jovens filhos não é o que chamamos de “ordem natural das coisas”. Centenas de vidas e sonhos interrompidos bruscamente não é uma realidade do nosso dia a dia e o país inteiro ficou paralisado diante da tragédia.

fuvest-aprovados-uspSanta Maria Jovem carregando jovemUm contraste muito grande com as fotos de jovens alegres que acabam de vencer a temível etapa do vestibular e vão começar a realização de seus sonhos nas universidades do país. A tragédia, o sofrimento e a morte convivendo lado a lado com a vida, alegria e sonhos. Essa é a inegável realidade da nossa vida no planeta Terra. Mas para aqueles que trabalham mais diretamente com adolescentes e jovens, fica a questão: Como nossos adolescentes enfrentam o sofrimento e a morte? Que questões estão saltando na mente e coração deles?

Muito provavelmente são as questões que perseguem os homens desde sempre: Por que Deus permite o sofrimento de inocentes? Como um Deus bom pode permitir que o mal aconteça? Por que Deus não impede tragédias como essa de acontecerem?

Não tenho a pretensão de ter todas as respostas nesse post, (até porque teólogos discutem isso há séculos) mas meu objetivo é levantar esse importante ponto da teologia e desafiar vocês a pensarem em maneiras de abordar o assunto com seus adolescentes, jovens ou filhos. E sugerir fontes que possam ajudá-los nessa tarefa.

A Bíblia nos traz muitos textos e histórias que falam de sofrimento e morte e para mim a mais emblemática de todas é a história de Jó, que inclusive perdeu todos seus filhos de uma só vez . Mas não podemos esquecer a pergunta que assombra o salmista em meio ao sofrimento: “Onde está o seu Deus?”  

problemadomal_mA questão é tão profunda que se diz que um dos principais motivos para homens como Charles Darwin e Albert Einstein terem se rendido ao ateísmo foi a falta de entendimento do problema do sofrimento e do mal. Teólogos respeitados em nosso meio como o Pr. Luiz Sayão tem se dedicado ao estudo desse tema, que é tema de seu recente livro “O problema do mal no Antigo Testamento” e de debates.

No momento que passamos agora algumas verdades não podem ser esquecidas:

IsGodJustAHumanInvention2Se você tem facilidade para ler na língua inglesa também recomendo o livro “Is God Just a Human Invention?” de Sean McDowell

Acima de tudo, precisamos orar por todos aqueles que perderam seus queridos nessa tragédia. E precisamos de sabedoria para ajudar nossos adolescentes e jovens e terem uma visão cristã sobre o sofrimento e a morte. Uma visão que não negue essas realidades, mas que possa compreendê-las à luz da Palavra de Deus.

Simply Youth Ministry Conference 2012 (Dia 1)

Bem Vindos a SYMC 2012

Bem Vindos a SYMC 2012

A Conferência aconteceu nos dias 2,3,4 e 5 de março deste ano em Louisville, KY e pela quarta vez eu tive o privilégio de participar desse evento incrível. Diferente do que aconteceu no ano passado, quando consegui postar direto da Conferência, esse ano só estou postando depois de voltar ao Brasil e de me recuperar de um voo perdido e uma sinusite horrível. Não tinha uma boa conexão de Internet no hotel da Conferência, que oferecia o serviço gratuitamente e resolvi mergulhar de cabeça no tema da SYMC desse ano que era BREATH (Respire). Então durante os intensos 4 dias da Conferência e nos 10 dias seguintes, respirei e tomei fôlego para recomeçar minha jornada aqui no Brasil.

Mas nunca é tarde para dar as boas vindas à vocês à SYMC 2012, assim como eu fiz no dia 29 de fevereiro durante o período da tarde no Aeroporto Internacional de Louisville no Kentucky. Desde março de 2010, faço parte de uma equipe de voluntários que ajudam a planejar a Conferência e trabalham antes, durante e depois da Conferência. E esse ano meu trabalho era recepcionar as pessoas no aeroporto e foi muito divertido ver os líderes e pastores de adolescentes americanos sendo recepcionados por alguém do Brasil!

Na noite do dia 29 de fevereiro foi o momento de rever meus amigos, fazer novos amigos, colocar a conversar em dia e também descansar, pois havia chegado na manhã do mesmo dia depois de 14 horas de viagem. O dia seguinte iria começar cedo para mim, com a pré-conferência de um dia todo com Duffy Robbins sobre “Ensinando a Bíblia para os Adolescentes: Fazendo as Verdades Bíblicas Tomarem Vida” e depois a esperada abertura oficial da Conferência à noite com Francis Chan.

Na sua pré-conferência “Ensinando a Bíblia para os Adolescentes: Fazendo as Verdades Bíblicas Tomarem Vida”, Duffy Robbins nos desafiou a usar nossa criatividade para ensinar e partiu do princípio de que todos somos criativos, pois fomos criados a imagem e semelhança de Deus. Ele nos lembrou que usar a criatividade também é pesquisar sobre recursos que já foram usados e que estão dando certo e conhecer a linguagem que funciona para os adolescentes. Resumindo, ele nos deu alguns princípios básicos:

  1. Você não pode ensinar o que não sabe e o que não vive.
  2. Você pode levar um cavalo até a água, mas não pode força-lo a beber. (Como vamos fazer nossos “cavalos” ficarem com sede?)
  3. Você não pode aprender o que não entende.  (Para muitos adolescentes a Bíblia é grego. Como explicar a linguagem bíblica?)
  4. Você não pode entender o que nunca ouviu antes. (Princípios bíblicos básicos)
  5. Nós aprendemos melhor o que aprendemos por nós mesmos.
  6. Nós aprendemos melhor o que podemos aplicar na prática.

Já deu para perceber que sou fã desse grande professor, palestrante e autor, não é? Comprei o seu livro mais recente “Building A Youth Ministry that Builds Disciples: A Small Book About a Big Idea”, mas o livro dele que mais gosto é “Speaking to Teenagers: How to Think About, Create, and Deliver Effective Messages”. Infelizmente nenhum dos dois títulos foi publicado em português ainda, mas fica aí a dica de exigência do mercado consumidor (nós) para as editoras cristãs brasileiras.

E finalmente tivemos a grande abertura oficial da SYMC a noite com a presença dos Skit Guys, uma dupla incrível de comediantes cristãos que levam Deus a sério, mas que fazem você rolar de rir. Quem sabe esse também não é um incentivo para alguns talentos que temos em nossas igrejas? Se você entende um pouco de inglês pode conferir o talento desses caras aqui.

Depois de um momento emocionante de louvor ouvimos Francis Chan, que já teve alguns de seus livros publicados em português. Ele falou sobre a importância do discipulado no Ministério de Adolescentes e como isso teve um grande impacto na sua vida. O pastor dele quando ele era um adolescente, investiu muito na vida dele e de outros adolescentes, mas como esse tipo de trabalho não era considerado importante pela igreja local, o pastor acabou demitido. Mas Francis acredita que discipulado é um ponto crucial no ministério e tem investido seu tempo nisso.

Ele também nos lembrou de que se todos nós ali reunidos, cerca de 3000 líderes de adolescentes e ele, morressemos naquele momento o Reino de Deus estaria bem, pois é Deus quem controla nossos ministérios e não nós. Muitas vezes nós nos damos mais importância do que realmente temos, principalmente quando se trata dos “nossos” ministérios e esquecemos que Deus é o Senhor de todos eles e que temos o privilégio de sermos usados por ele na vida dos adolescentes.

Versículo do dia: “Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!” Salmos 46:10

Muita coisa para pensar? E esse foi só o primeiro dia. Amanhã tem mais, mas segue um clip com os melhores momentos da Conferência.

Mais Respostas às Perguntas sobre o Massacre no Rio de Janeiro

Pergunta: E se perguntarem se aquele homem é culpado?
Resposta: Sim, ele é culpado. Cometeu crimes, matou pessoas e isso tanto é um pecado como é crime pelas leis do nosso país.

Pergunta: Se a doença dele é real? Ele é louco? Ele tem problemas? Ele realmente é doente?
Resposta: Para responder essa pergunta entramos no campo das suposições, mas tudo nos leva a concluir que ele tinha um distúrbio mental, pois tinha um histórico complicado e alguém com saúde mental perfeita não cometeria tal ato.

Pergunta: Como tratamos biblicamente essas pessoas que alguns dizem ter esses distúrbios? Ele pecou? A doença dele abona a atitude?
Resposta: Tratamos a doença dele como tratamos as outras doenças. As doenças existem porque vivemos num mundo que jaz no maligno desde Gênesis 3. Há milhares de pessoas com doenças mentais em nosso país, mas quantas delas saem por aí matando pessoas, adolescentes? Na ocasião do massacre de Columbine em 1999, li na revista Christianity Today que a violência é muito mais uma doença da alma do que do cérebro. Esse assassino passou por essa escola, por outra escola de ensino médio, por um emprego e apesar de seu comportamento “esquisito” não recebeu tratamento para sua doença mental. A doença dele não abona a atitude dele, pois sabemos que Hitler também tinha distúrbios mentais e outros assassinos que cometeram atos parecidos em outros países também. Todos eles são culpados diante de Deus e diante da lei.

Mas acho muito importante tirarmos o foco do assassino e voltarmos o nosso foco para as pessoas que sofrem nesse momento. Saber porquê ele fez isso ou condená-lo ou absolvê-lo não vai nos acrescentar nada, Mostre aos seu grupo de crianças ou adolescentes que ao fazer isso, estamos querendo “dar uma de Deus”. Vamos deixar o assassino e suas implicações com Deus. Vamos focar nas suas vítimas, com orações, mensagens de encorajamento, fortalecimento e mostrar à eles que nesses momentos de dor Deus está ao lado deles, enxugando suas lágrimas, consolando seus corações aflitos e trazendo a paz que excede todo entendimento.

Como Ajudar a Garotada a Lidar com a Tragédia da Escola no Rio de Janeiro

Hoje o Brasil parou e se comoveu com a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira no Rio de Janeiro. As estações de TV, rádio e Internet não pararam de dar informações, mostrar imagens e entrevistas durante o dia todo. Vivemos quase que em tempo real todo o drama daqueles adolescentes e suas famílias.

Além do sentimento de dor e compaixão também fui tomada pela preocupação: como nossas crianças e adolescentes vão lidar com uma tragédia tão próxima de deles e de parte tão importante do dia a dia deles,  que é a escola. É nesses momentos de crises que líderes critãos e pais devem buscar na Bíblia as respostas para as dúvidas que surgirão.

Se vocês estão preocupados em como começar a abordar o assunto com seu grupo de adolescentes ou seus filhos, podem deixar essas preocupações de lado. As perguntas e questionamentos virão naturalmente da parte deles: “Por que Deus deixou que aquelas crianças morressem?” “Onde Deus estava quando aquele assassino estava atirando em todo mundo?” “Como posso ter certeza que isso não vai acontecer na minha escola?” Preparem-se para as perguntas e conversas com a ajuda dessas dicas:

  1. Estejam dispostos a conversar sobre a violência com eles. Permitam que eles falem sobre a violência e sobre o que mais os deixou assustados ou preocupados. Muitas vezes as crianças e adolescentes tem a tendência a fantasiar e achar que os mesmos atos de violência vão acontecer com eles.
  2. Não substimem o medo deles e reafirmem a proteção que Deus nos dá. Entendam os medos deles, que são reais e tem fundamento, mas lembrem-nos de que Deus está sempre com eles. Leiam alguns versículos com eles como Sl 23:4, Sl 27:1-3 e Is 43:1.
  3. Estejam atentos às questões espirituais deles. Situações de crises vão trazer à tona as questões que eles tem sobre Deus, Jesus, fé, sofrimento e morte. Estejam preparados para responder perguntas como “Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam à pessoas boas?” E para dar respostas como “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!”Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? ” Romanos 11:33-34
  4. Orem por todos aqueles que foram afetados pela tragédia. É uma boa oportunidade para encorajar as crianças e adolescentes a orarem. Isso ajuda a reforçar a fé deles no amor e no poder de Deus para curar aqueles que foram feridos.