Perguntas e Respostas

Espiritualidade – Vida Cristã:

  • Como os pais podem estimular os filhos a desenvolverem sua fé?

Primeiro sendo exemplo. Os pais ainda são a maior influência sobre os filhos na infância e adolescência. Crianças e adolescentes são influenciados principalmente pelo comportamento dos pais e não apenas pelo que os pais dizem.

Os pais também podem estimular conversas não formais sobre a fé, sobre Deus e relacionar ao dia-dia dos filhos.

E claro, devem orar sempre pelos seus filhos e o relacionamento deles com Deus.

  • Posso obrigar o adolescente a ir à igreja?

Cada família tem suas regras e hábitos. Se fizer parte da vida da família ir à igreja aos domingos, o adolescente deve seguir os hábitos de sua família. Também deve ficar estabelecido o que é negociável e o que é inegociável e isso vai depender muito dos valores de cada família.

Depende muito da idade, pois creio que os pré-adolescentes (até os 13 anos) não podem ser responsáveis por esse tipo de decisão e nesse caso pode-se obrigá-los a irem à igreja junto com os pais ou com o restante da família.

No caso de adolescentes mais velhos é preciso lembrar que podemos levar o cavalo até a fonte, mas não podemos obrigá-lo a beber água. O adolescente pode ir a igreja porque foi obrigado, mas isso não irá mudar nada na vida dele se ele não aproveitar o que a igreja pode lhe oferecer.

Há também o receio de que a obrigação de ir a igreja gere um trauma ou uma reação contrária afastando o adolescente da igreja. Mas isso não é necessariamente verdade.

  • Alguns adolescentes se empolgam com as ofertas dessa geração e decidem curtir a vida pra depois lá na frente tentar ter uma vida com Deus, depois que curtiram bastante. O que você tem a dizer pra esses adolescentes?

Essa é uma situação muito comum. O que precisamos entender é que ter uma vida com Deus é a melhor vida que podemos ter independente da idade. Jesus nos diz em João 10:10 “O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.”

Ele também disse em João 8:32 “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.

O Evangelho nos liberta e o pecado é que nos torna escravos. Vemos adolescentes e jovens escravos da mentira, do sexo, da pornografia, das drogas, do álcool. Mas a vida com Deus é plena e livre.

Você pode ser um adolescente cristão e curtir as boas coisas da vida sem problemas, mas se o que você está querendo é uma boa desculpa para pecar, precisa saber que todo pecado tem consequências. Você pode ter vivido de uma forma errada por muitos anos e depois decidir ter uma vida com Deus. Jesus perdoa todos os seus pecados, mas Ele não apaga as consequências dos seus pecados. As consequências dos seus pecados irão acompanhar você.

  • Outro dia fiz uma pesquisa com alguns adolescentes, perguntando qual a função de Deus  e a grande maioria respondeu que Deus quer a nossa felicidade. Esse geração só conhece um Deus utilitário? Se sim quem esta apresentando esse Deus pra eles?

Infelizmente vivemos num tempo em que muitos que se dizem cristãos, acham que Deus existe para satisfazê-los.

Dois pesquisadores americanos, Christian Smith e Melinda Denton, concluíram que isso é resultado do que a igreja de hoje vive e ensina, e que eles denominaram de: Deísmo Moralista Terapêutico. O Deísmo Moralista Terapêutico foi aos poucos substituindo o verdadeiro Evangelho de Cristo.

O Deísmo Moralista Terapêutico diz que:

  1. Existe um deus que criou e comanda o mundo e observa a vida na Terra.
  2. Deus quer que as pessoas sejam boas, legais e justas umas com as outras, como a Bíblia e a maioria das religiões ensina.
  3. O principal objetivo na vida é ser feliz e se sentir bem.
  4. Deus não está envolvido na minha vida, exceto quando eu preciso de Deus para resolver um problema.
  5. Pessoas boas vão para o céu quando morrem.

E quem está ensinando isso para eles são os cristãos mais velhos, a igreja. Muitas vezes nós não vivemos o verdadeiro Evangelho e as gerações mais novas percebem isso. Nós acabamos vivendo o Deísmo Moralista Terapêutico.

Família:

  • Como os pais podem se tornar amigos dos filhos sem perder a autoridade e responsabilidade de pais?

Essa pergunta é muito interessante. Pais tem que ser pais e não amigos. Claro que os pais devem tentar ter o melhor relacionamento possível com os filhos.

Os pais devem acima de tudo amar os filhos e exercerem autoridades deles a partir disso. Os pais precisam dar limites aos filhos e ensiná-los a obedecer a autoridades em amor. Amigos não disciplinam amigos, mas os pais tem o dever de disciplinar os filhos para o próprio bem dos filhos.

Os pais precisam estabelecer com seus filhos adolescentes uma relação de amor e autoridade (não autoritarismo) para que possam ensinar e disciplinar seus filhos. Nossa tendência é transformar essa relação numa verdadeira guerra, quando deveríamos aproveitar essa época para fazer de nossos filhos adolescentes, nossos discípulos. Os adolescentes começam a enfrentar dilemas morais e decisões difíceis no dia a dia e se não tiverem os pais como referência e porto seguro irão procurar referências nos seus pares, na mídia, nos ídolos da moda e na cultura vigente.

“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá.
Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura.”
Provérbios 23:13-14    

  • Como orientar os adolescentes em caso de separação?

Adolescentes são grandes o bastante para ouvir a verdade sobre a separação. Claro que não precisam ouvir todos os detalhes e nem toda dor dos pais.

É importante eles saberem que um casamento pode acabar, mas que o relacionamento entre pais e filhos não pode ser quebrado por isso. Mas sentimentos como: culpa, raiva, ressentimento e amargura podem surgir e eles precisam de ajuda para lidar com isso. E ajuda mais importante pode vir dos próprios pais e do amor deles pelos filhos.

Os pais devem conversar com os filhos sobre os seus próprios erros ou da parte que eles tiveram no divórcio e nunca falar do outro cônjuge. Em outras palavras, eles devem assumir suas responsabilidades e evitar falar mal do outro, por mais difícil que isso possa ser.

É muito importante os pais perceberem que o seu papel de pai e mãe não terminou com o final do casamento.

Não da para negar que os filhos sofrem muito com o divórcio, mas cabe aos pais minimizar esse sofrimento.

  • Como os pais podem mostrar para os filhos que realmente se importam com eles?

Priorizando o relacionamento com eles. Os pais precisam passar tempo com os filhos, procurar conhecer o “mundo” deles, as dificuldades que eles enfrentam e ouvi-los.

Mostrar que se importa com os problemas deles, que muitas vezes não são considerados problemas para a maior parte dos adultos, é muito importante.

Comportamental:

  • Quem deve falar sobre sexo com os filhos, só o pai, só a mãe ou os dois juntos?

Os dois podem e devem falar, mas é claro que se um dos dois tiver mais facilidade para falar, pode se comunicar melhor com eles. Acho importante que, se possível as mães conversem com as filhas e os pais com os filhos, porque há muitas questões sobre sexo que estão mais ligadas ao gênero.

Acho que essas conversas devem acontecer à medida que as dúvidas ou perguntas forem aparecendo e da forma mais natural e informal possível.

Os pais devem conversar com os filhos sobre a ideia de Deus sobre o sexo, mostrando que o sexo é um presente de Deus para nós, para ser usado entre o homem e a mulher no contexto do casamento.

  • E qual a melhor idade para falar sobre sexo?

As conversas devem acontecer conforme as dúvidas e questões forem surgindo e sempre de acordo com o entendimento de cada idade. Para cada criança ou adolescente haverá uma idade mais adequada.

  • Existe uma idade ideal para o namoro?

Os adolescentes adoram me fazer essa pergunta e sempre digo que eles devem obedecer ao que os pais determinarem. Muitos me dizem “mas você não conhece meus pais. Eles querem que eu namore só com 30 anos?” Claro que eles exageram, mas tem que saber que a autoridade dos pais não pode ser contrariada.

Para os pais, eu sempre digo que não existe uma idade ideal, pois cada adolescente tem um grau de maturidade, mesmo dentro da mesma família e que o melhor é examinar cada caso em cada situação.

  • Como educar seu filho para influenciar e não ser influenciado?

Hoje é preciso conversar francamente com nossos filhos sobre os assuntos que vão desde a maneira de se vestir e falar até drogas, sexo, álcool. E estamos precisando fazer isso cada vez mais cedo porque nossos filhos vão ouvir sobre isso na escola, no prédio, na vizinhança, na Internet, na TV. E eles precisam estar preparados, sabendo o que é certo e lhes convém e o que é errado e não lhes convém antes que sejam bombardeados por tudo isso. Deixe um canal aberto com seus filhos para que eles possam lhe fazer perguntas, contar o que está acontecendo, a pressão que estão sofrendo. Eles precisam saber que os pais estão ao lado deles o tempo todo e que são a fonte mais segura para eles.

Também é importante cuidar da autoestima deles, para que eles se sintam seguros.

Sempre disse para meus filhos que a única Bíblia que os amigos deles vão ler é a vida e o comportamento deles. Como cristãos, eles devem fazer diferença nos lugares onde andam e precisam ter isso em mente. A influência deles sobre o outros vai se dar mais pelo modo como eles vivem do que pelo que eles falam.

  • Como o adolescente deve lidar com o bullying?

O problema do bullying e o seu combate já são tratados em nosso meio há algum tempo. Sabemos que esse problema sempre existiu, mas ultimamente ganhou novos contornos ao se tornar mais violento e ao alcançar o mundo digital. O cyber bullying não se restringe ao ambiente da escola, do clube, do prédio, mas está aí na rede, 24 horas por dia para o mundo inteiro ver.

Geralmente as maiores vítimas de bullying são os adolescentes mais tímidos e mais medrosos. Eles acabam se tornando vítimas porque aqueles que praticam o bullying sabem que eles não vão revidar e nem delatá-los.

Portanto o adolescente não deve se deixar intimidar pelo bullying, mas também não precisa reagir. Mas ele deve buscar ajuda dos pais, líderes, professores, procurando esses adultos e contando o que está acontecendo.

  • Como os pais dos adolescentes devem lidar com o bullying?

É papel dos pais cuidar da segurança física, mental e emocional dos seus filhos. Por isso os filhos precisam saber que podem contar com seus pais para isso. E quando o bullying acontece, eles devem procurar a ajuda dos pais.

Preventivamente os pais devem ajudar seus filhos adolescentes a serem mais confiantes, corajosos e aprenderem a enfrentar esse tipo de violência. Se eles estiverem sofrendo bullying na escola, os pais devem procurar a escola, relatar o problema e exigir providências. Se os pais conhecem os pais do adolescente que está praticando bullying, eles devem procurar esses pais para resolver o problema. Mas se o adolescente estiver sofrendo bullying de um adulto, os pais podem procurar diretamente esse adulto.

  • É impressão ou quem pratica o Bullying e quem sofre o Bullying, tem algum problema de relacionamento por causa da educação familiar?

Algumas vezes, quem pratica o bullying pode ser também vitima de bullying no contexto da família e vai repetir esse comportamento, também pode ser vitima de outro tipo de violência e acaba “descontando” no bullying. Não podemos esquecer o fato de que esse adolescente pode não ter aprendido os valores de respeito ao próximo e de uma boa convivência na sociedade. E há também a influência do grupo, que se torna mais forte do que um só individuo e começa a praticar o bullying.

Quanto a vitima de bullying, como já dissemos antes, ela geralmente é mais tímida e/ou mais medrosa e não desenvolveu habilidades para combater o bullying ou por uma certa inocência dos pais, ou por superproteção dos pais.

  • Como lidar com o adolescente em relação a Cultura da sensualidade que invade nossos dias?

Conversar aberta e biblicamente sobre sexo com nossos filhos pode parecer assustador para a maioria de nós, mas gostaria que pensássemos numa coisa: Se nossos filhos não obtiverem essas informações em casa, onde eles aprenderam sobre isso? A resposta é: na televisão, na Internet, nos filmes, nas músicas, com os amigos ou qualquer outro tipo de mídia ao qual eles tenham acesso. Então, qual é a sua escolha: ensinar seus filhos sobre sexo ou deixar essa tarefa para o mundo aí fora?

Converse com seus filhos sobre sexo regularmente e naturalmente. Não crie momentos especiais para isso. É claro que precisamos falar intencionalmente sobre isso, mas use as situações do dia a dia, como cenas de programas na TV, propagandas, letras de música e acontecimentos anunciados na mídia para começar a falar de sexo. Basta assistir uma novela infanto- juvenil ou uma das séries de TV que eles mais gostam para que essas oportunidades apareçam. Não faça um sermão, mas dê espaço para o diálogo e assim seus filhos poderão dizer o que pensam sem o receio de serem julgados e condenados.

Há algumas situações que podemos evitar para que nossos filhos não sejam expostos a tudo que anda por aí. Devemos monitorar o que eles assistem na TV, o que eles veem na Internet e se for preciso e possível até proibir e impedir o acesso deles a algumas coisas. Também precisamos ter, especialmente com as meninas, uma preocupação com o que elas vestem, como se vestem, como se arrumam, fotos que postam na Internet.

  • Como os pais devem lidar com um filho homossexual?

Essa é uma pergunta que está se tornando cada vez mais frequente nas várias igrejas que tenho a oportunidade de visitar.

Primeiro, o mais importante é mostrar ao seu filho que seu amor por ele é incondicional. Isso não significa dizer que você aprova esse comportamento, mas sim que você o ama apesar disso.

Converse com ele sobre o que Deus diz em sua Palavra sobre isso, sempre em amor. Deus condena a prática do homossexualismo, é um pecado, mas muitos homossexuais que querem ser obedientes a Deus não dão vazão ao seu desejo sexual pelo mesmo sexo e optam pela castidade. Pode ser uma luta que ele terá que travar por toda a vida, mas em maior ou menor grau, todos nós temos que lidar com nossas tendências para algum tipo de pecado.

Sabemos que na adolescência é que se forma a identidade e algumas vezes o adolescente pode estar confuso quanto a sua sexualidade ou até influenciado por alguns amigos ou modismos.

Os pais também podem procurar ajuda de um profissional que possa ajudar o filho nessa área e também ajudar os pais a lidar com essa situação.

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  • Os adolescentes falam que nas escolas não tem mais só a história de ficar menino com menina, ou menina com menino, se você sente vontade de beijar (ficar) alguém do mesmo sexo não significa que você é homossexual?

Realmente isso está acontecendo. Mas é importante dizer para eles que Deus não condena o homossexual, mas sim a prática do homossexualismo.

“Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza.
Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão.” Romanos 1:26-27

Esse texto de Romanos nos mostra claramente que Deus condena a prática desses atos e não o homossexual.

  • Uma adolescente me procurou outro dia pra saber o que ela fazia: o seu namorado falou que eles deviam fazer sexo pra se conhecerem melhor. Com o seguinte argumento: Devemos fazer sexo pra ver se somos compatíveis sexualmente, porque se não formos não vai dar certo nosso relacionamento, e então devemos nos separar. Como você orientaria essa adolescente?

Primeiro é preciso que ela saiba que entre um homem e uma mulher que se amam, não existe essa coisa de “incompatibilidade sexual”. O sexo é  fruto do desejo, que por sua vez é fruto do amor.

Mostraria para ela os planos de Deus para o sexo. A Bíblia não é um manual sobre sexo, mas ela nos dá princípios para termos uma sexualidade dentro dos padrões de Deus. O sexo é um presente de Deus para nós, para o nosso prazer quando usado dentro dos planos de Deus:

  • Sexo é bom, pois foi criado por Deus para nós. “Pois tudo o que Deus criou é bom,e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças,” 1 Timóteo 4:4
  • Sexo é só entre um homem e uma mulher. “Criou Deus o homem à sua imagem,à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”Gênesis 1:27-28
  • Sexo é só para o casamento. “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.”Gênesis 2:24
  • Como falar sobre drogas?

Da forma mais franca e esclarecedora possível. Hoje há muito material sobre isso. E começaria falando da pior de todas as drogas: o álcool.

As pesquisas mostram que no Brasil, dos adolescentes entre 12 e 17 anos, 48,3%, já beberam alguma vez na vida. Desses, 14,8% bebem regularmente e 6,7% são dependentes de álcool.

Além disso, 46% dos adolescentes entre 14 e 17 anos consomem bebidas alcoólicas no nosso país. O dado é de um estudo recente da ONU, que mapeou a ingestão de álcool entre os jovens de nove países da América Latina. Ficamos atrás apenas da Colômbia, com 51,9%, e do Uruguai, com 50,1%.

O alcoolismo entre jovens e adolescentes no Brasil se transformou numa epidemia, mas nem tudo está perdido. Podemos e devemos combater o mais depressa possível essa praga que está destruindo nossos adolescentes e jovens. Pesquisas feitas nos Estados Unidos mostra que o envolvimento religioso pode diminuir o uso abusivo de álcool na juventude.

O álcool é o grande vilão da saúde no Brasil, e a maior parte das mortes violentas estão associadas ao álcool.

O outro amigo foi um dependente químico durante sua adolescência e parte da juventude e hoje encontra-se completamente recuperado. Esse amigo, que experimentou todas as drogas disponíveis no seu tempo, confessou que a pior de todas elas é sem dúvida o álcool. Ao contrário do que muitos dizem que o álcool é a porta de entrada para outras drogas, ele nos disse que o álcool é a própria droga.

Uma reportagem da Revista Veja de 2011 diz que o adolescente brasileiro começa a beber em média com 12 anos. Isso é simplesmente assustador quando os especialistas nos dizem que o álcool leva à perda do juízo crítico em relação à sexualidade e à violência. Isso significa que podemos falar horas e horas para nossos adolescentes que o sexo é um grande presente de Deus para nós para o casamento, mas eles vão tomar a decisão de fazer sexo quando estão alcoolizados e perderam seu juízo crítico.

Também precisamos falar das outras drogas, principalmente da maconha, que ‘e cercada por um falso mito de que não causa dependência, ou não vicia e que não traz danos para a saúde.

Os adolescentes precisam saber que muitos entram nessa por curiosidade, para ter apenas uma experiência, sem saber do potencial que as drogas tem para causar dependência. E pesquisas mostram que apenas cerca de 30% dos dependentes químicos conseguem se livrar da dependência.

  • Como os pais devem sondar pra saber se seu filho não esta se drogando?

Os pais devem estar sempre atentos aos filhos. Apesar de não haver sinais específicos físicos ou mudanças de personalidade que possam indicar com certeza que alguém está usando drogas, eles já ajudam a suspeitar disso. Um comportamento que não é característico de uma pessoa pode indicar o uso de drogas, mas também pode indicar um problema que não é relacionado com drogas.

Os sinais que não são características de uma pessoa, que podem exigir sua atenção, independentemente se está envolvido no consumo de drogas, incluem:

  • alterações de humor, explosões repentinas;
  • ficar fora até tarde ou não voltar para casa;
  • ausências frequentes de trabalho ou na escola ou se verificar declínio no desempenho no trabalho ou na escola;
  • necessidade inexplicável de dinheiro, ou dinheiro e objetos de valor desaparecendo;
  • diminuição da frequência de atividades extracurriculares, menor interação com a família;
  • mudança súbita ou perceptível em amigos;
  • cansaço ou mudanças nos padrões de sono;
  • alterações nos padrões alimentares;
  • perturbações da memória e falta de concentração;
  • olhos vidrados ou com sangue;
  • letargia e perda de motivação;
  • deterioração da aparência física e da higiene pessoal.
  • Como os pais devem sondar pra saber se seu filho não sofre de anorexia ou bulimia? Quando os pais devem se preocupar?

A anorexia nervosa e a bulimia são distúrbios alimentares que afetam pessoas de todas as classes sociais. O número de casos vem aumentando entre homens e mulheres de todas as idades, mas especialmente em adolescentes do sexo feminino. Distúrbios psicológicos e psiquiátricos podem contribuir para reforçar a cultura da magreza corporal como padrão de beleza em nossa sociedade. Fatores genéticos e sociais também estão associados a esses graves distúrbios nutricionais.

Devemos suspeitar da possibilidade de anorexia e bulimia quando a criança ou o jovem:
a) recusa-se a manter o peso mínimo para a idade e altura;
b) perde peso sem uma causa aparente ou em grupos de bailarinos, modelos e jóqueis;
c) tem um medo exagerado de ganhar peso ou de tornar-se obeso, mesmo estando abaixo do peso;
d) apresenta complicações médicas devido ao abuso de exercícios físicos.

Há algumas características do ambiente familiar que se repetem nas famílias de pacientes com anorexia. Entre elas a superproteção, o envolvimento excessivo entre os membros da família e pouca motivação para mudanças.

  • Até onde devo permitir o isolamento do adolescente? Nos casos do adolescente que gosta de ficar muito tempo sozinho no quarto…?

A adolescência é uma fase se muitas mudanças e descobertas. Não é raro, alguns adolescentes procurarem ficar mais isolados, principalmente quando estão em casa. Além disso, as mudanças hormonais provocam um aumento do sono e muitas vezes o adolescente fica no quarto apenas dormindo.

O que os pais devem estar atentos é no que o adolescente faz esse tempo todo sozinho. Os pais devem monitorar seus filhos para saber se não estão passando tempo excessivo na Internet, nos games e na pornografia. Todas essas atividades podem causar dependência e danos à saúde física e mental dos adolescentes. Mais uma vez, a palavra chave é equilíbrio e por isso deve haver esse monitoramento.

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6 respostas em “Perguntas e Respostas

  1. Oi Ana muito bom
    Mais queria saber Como levar o adolescente a realmente adorar a Deus no momento de Louvor ou participar do momento de oração e não ficar mandando sms ou jogando no celular nesses momentos?

    • Olá Leandro,
      Realmente é um desafio levar os adolescentes a adorarem no momento do louvor. Não sei como é o momento de louvor dos adolescentes de sua igreja, se eles participam do louvor com toda a congregação ou não. Mas podemos pensar em alguns pontos:
      – O louvor deve ser adequado para eles e se possível com as músicas que eles mais gostam, mesmo que pareça repetitivo. Eles gostam de cantar as canções que já conhecem.
      – A atitude do líder do louvor e dos outros adultos presentes também é muito importante. O líder deve começar o momento de louvor falando da importância daquele momento, esclarecendo que naquele momento se inicia o culto e não quando o pregador sobe ao púlpito. A oração no início ou durante o momento de louvor também pode ajudar muito. Os outros líderes adultos também devem ser um modelo para eles de como se deve adorar.
      – antes de iniciar o culto dos adolescentes, você também pode criar um aviso bem humorado sobre desligar os celulares, como os avisos que vemos nas salas de cinema.
      Sei que mudar a atitude deles nesses momentos pode levar tempo, mas insista e mude de estratégia se precisar, mas não desista. Como líderes temos que persistir nos valores que acreditamos serem importantes até que essa garotada possa assimilar isso.
      É preciso lembrar também que por essa geração de adolescentes ser multi tarefa, eles acreditam que podem fazer várias coisas ao mesmo tempo e não acham que ficar usando o celular pode estar atrapalhando o louvor e a oração. Por isso precisamos ensiná-los que Deus quer exclusividade deles nesses momentos.
      Que Deus o ajude, dê sabedoria e persistência para isso.

  2. Bom dia, dra. Ana.
    Infelizmente, não pude participar de seu CCM “O desafio de ensinar a Bíblia para adolescentes”, e gostaria de saber se haveria uma próxima data para este curso. Muito obrigado!

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