Os Pokemons invadiram nossas vidas

Pokemon capturado na minha casa

Pokemon capturado na minha casa.

Começou a invasão dos Pokemons! Sim, baixei o aplicativo e em alguns minutos apareceu o primeiro Pokemon em minha casa. Capturei o monstrinho da foto ao lado!

Esse novo game, que pode ser baixado gratuitamente tanto para Androide ou iOS, está quebrando todos os recordes de games para plataformas móveis. O game é na verdade uma grande e fantástica máquina que a Niantic criou para ganhar muito dinheiro! O download é gratuito, mas o jogador é fortemente incentivado a comprar coisas com dinheiro de verdade para usar dentro do jogo. E as compras vão de “pokébolas” até incenso para atrair os monstrinhos!

E agora? Como vamos ajudar nossas crianças e adolescentes a lidarem com essa atraente e perigosa tentação? Há muitos boatos sobre a possibilidade do game ter sido criado para roubar os dados e informações dos jogadores. E até teorias da conspiração envolvendo a CIA! Mas a verdade é que os milhares de aplicativos que já usamos fazem isso muito bem.

Então qual é o grande problema do game?

Para crianças e adolescentes o grande problema é a dependência ou a gamemania! As regiões cerebrais em que as drogas atuam são as mesmas em que o jogo atua. É a expressão máxima de uma nova droga, consome a energia, horários produtivos, contribui para um isolamento social e causa alienação, segundo o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, Rodrigo Fonseca Martins Leite.” 
Os adolescentes (sobretudo os homens, que representam a maioria dos jogadores) são os mais suscetíveis à dependência. A razão disso está na própria estrutura cerebral. O cérebro não está completamente formado nessa etapa da vida. Ele ainda não desenvolveu a capacidade de brecar comportamentos e prever as consequências deles. Isso só começa a acontecer a partir dos 20 anos!

Outros grandes problemas para essas faixas etárias são:

Lembrem-se de que vocês são os pais e tem o dever de proteger seus filhos, limitando o uso dos celulares e tablets, controlando o pacote de dados de Internet a que eles tem acesso e ensinando-os sobre os perigos à que eles se expõem.

Que Deus nos dê sabedoria e graça para cuidar e guiar nossos filhos em mais esse desafio do nosso tempo!

Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo.
“Honra teu pai e tua mãe”, este é o primeiro mandamento com promessa:
“para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra”.
Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.
Efésios 6:1-4

Deixe seus comentários sobre esse post. Você pode ter imformações e dicas que beneficiarão outros pais.

Nova Página: Perguntas e Respostas

Igreja O Brasil Para Cristo em Calmon Viana, Poá

Igreja O Brasil Para Cristo em Calmon Viana,                                             Poá

No último domingo, dia 25 de agosto, estive na Igreja O Brasil para Cristo Calmon Viana em Poá para um bom bate papo com pais e filhos adolescentes.

Tive a oportunidade de responder algumas perguntas feitas por eles e compartilhar um pouco das minhas experiências pessoais. Creio que as perguntas respondidas lá podem ajudar muitos líderes e pais de adolescentes, por isso resolvi criar uma nova página no blog chamada Perguntas e Respostas.

A página começa com as perguntas feitas e respondidas naquele evento, mas vocês também podem mandar suas perguntas para esse blog através do espaço Deixe uma Resposta, no final da página.

Espero que esse seja mais um canal de comunicação e ajuda para aqueles que trabalham com adolescentes e para pais.

Entender os Adolescentes é Possível!

Foto: Freedigitalphotos.net

Foto: Freedigitalphotos.net

Sim, entender os adolescentes é possível e necessário para que possamos nos comunicar com eles, estabelecer relacionamentos e ajudá-los. Estou afirmando que isso é possível o que não significa que seja fácil!

Adolescence and Emerging AdulthoodE só para complicar, hoje em dia isso é ainda mais difícil porque os adolescentes acabam criando uma cultura local deles, além de serem cidadãos do mundo e também participarem de uma cultura adolescente global. Em outras palavras, a maior parte dos adolescentes do Brasil tem mais coisas em comum com adolescentes dos Estados Unidos do que com seus próprios pais e líderes. Foi para entender a complexidade dessa situação, que acabei de ler o segundo livro para o meu Doutorado, Adolescence and Emerging Adulthood: A Cultural Approach (4th Edition) de Jeffrey Jensen Arnett, um psicólogo norte-americano, Ph.D em Desenvolvimento Humano e especializado em adolescentes e jovens.

Foto: Freedigitalphotos.net

Foto: Freedigitalphotos.net

O livro trata amplamente de todos os aspectos relativos ao desenvolvimento de  adolescentes e jovens sempre dando uma perspectiva cultural. As pesquisas do autor estão mais voltadas para a cultura dos adolescentes americanos, mas ele aborda essa cultura global em todos os capítulos. Além disso, ele também fala dos aspectos básicos, como desenvolvimento biológico, desenvolvimento cognitivo, gêneros e desenvolvimento pessoal. Depois ele vai tratar dos diferentes contextos em que adolescentes e jovens vivem: relações familiares, amigos, amor, sexualidade, escola, trabalho e mídia. Através de todo o livro é possível perceber como a cultura influencia essas novas gerações e que se quisermos entendê-los e ensiná-los é preciso conhecer primeiro a cultura deles e as percepções que eles tem dos variados aspectos da vida. Ao final da leitura, ficou muito claro para mim a semelhança que nós, que trabalhamos com essas novas gerações, temos com um missionário que vai atuar em outra cultura. Nada mais somos que missionários adultos trabalhando dentro de uma cultura adolescente e precisamos conhecer pelo menos os aspectos mais importantes dessa cultura.

No capítulo que ele trata das crenças religiosas, Arnett diz que para a maior parte dos adolescentes americanos hoje, a religião tem mais relação com ser uma boa pessoa e se sentir feliz e bem do que com as ideias de pecado, graça e redenção que o Cristianismo prega. Ele chegou a essa conclusão ao analisar a pesquisa feita pelo NSYR e o Deísmo Moralista Terapêutico, que foram tratados no último post “Que Evangelho Estamos Ensinando para os Adolescentes?”. Vivemos na cultura onde o que importa é ser feliz e se sentir bem e é a partir desse ponto que os adolescentes e jovens fazem a sua leitura da religião.

Foto: Freedigitalphotos.net

Foto: Freedigitalphotos.net

Como creio que nada é totalmente novo, durante toda a leitura, lembrei muito de Paulo, que sabia muito bem estudar e entender a cultura para fazer o link necessário com o Evangelho, como lemos em Atos 17 no Areópago de Atenas.

Nosso desafio é conhecer cada vez melhor a cultura de nossos adolescentes e como ela influência a visão de mundo deles para que possamos construir relacionamentos com eles e ganhar o direito de falar do Evangelho para eles.  

O Que Estamos Ensinando Para os Adolescentes na Igreja?

Você já se fez essa pergunta? Talvez você se faça essa pergunta toda semana e ainda não conseguiu fazer um planejamento de Ensino para seus adolescentes. Ou talvez você esteja tentando ensinar a Bíblia toda de formas criativas e inovadoras e tem lutado com isso. Minha intenção nesse post não é responder de forma exaustiva essa perguntar, mas ajudar todos nós que trabalhamos com pré-adolescentes e adolescentes a pensar sobre isso.

Ano passado, tive o privilégio de ter aulas e conhecer o trabalho do Professor Scott Cormode, PhD pela Yale University, Professor do Fuller Theological Seminary e pastor presbiteriano. E Scott fala muito sobre isso porque nos ajuda a pensar sobre como ajudar pessoas que precisam fazer mudanças de vidas a mudarem, levando em consideração que essas pessoas não querem mudar. Também fala muito de como ajudar as pessoas as fazerem uma interpretação teológica e espiritual das coisas que mais importam em suas vidas. Não sei o que vocês pensam, mas acho que todos nós nos enquadramos de uma maneira ou outra nessa descrição, entretanto os adolescentes se encaixam perfeitamente nisso.

Então eu pergunto:

  • Será que estamos falando com os adolescentes na igreja sobre as coisas que são mais importantes nas vidas deles? 
  • Estamos ajudando os adolescentes a fazerem uma interpretação teológica e espiritual do que mais importa em suas vidas? Estamos fazendo essa ligação da Bíblia com suas vidas para que eles possam encontrar a verdeira esperança na Palavra de Deus?
  • Ou será que temos nossa própria agenda para cumprir e que é baseada no que pensamos ser mais importante eles saberem, mas que não tem ligação alguma com suas vidas?

Scott nos lembrou que o trabalho de Jesus foi e é nos reconciliar com Deus e como seus seguidores esse deveria ser o nosso trabalho junto aos adolescentes. Os adolescentes cristãos de hoje vivem num mundo extremamente hostil ao cristianismo e além do turbilhão de emoções, das desestruturação familiar que muitos deles passam, ainda tem que lidar com uma realidade que está em constante mudança. Eles podem se sentir abandonados e feridos pelos adultos e por Deus. Eles sabem que se eles forem realmente honestos sobre seus sentimentos, muitos adultos dentro da igreja não os compreenderão e nem os acolherão. E quase que instantaneamente, começam a pensar a mesma coisa sobre Deus, ou seja, Deus não compreenderá meus sentimentos, irá me considerar um ingrato, um rebelde, um adolescente que só reclama.

É nossa função ensinar aos adolescentes que Deus vai acolher e compreender a honestidade deles, como acolheu e compreendeu e acolheu a honestidade do salmista nos diversos Salmos de lamento. Só para exemplificar podemos mostrar aos adolescentes os Salmo 22 e Salmo 88.

Não vou dar a famosa “receita de bolo” e nem uma agenda pronta do que você deve ensinar aos adolescentes da sua igreja. Quero encorajar você a descobrir o que você deve ensinar para eles fazendo a sua lição de casa, que é:

  • Conheça o mundo, a cultura em que seus adolescentes vivem.
  • Conheça seus adolescentes. Conheça suas lutas, seus desafios, suas dificuldades, sempre mostrando para eles que Deus compreende e acolhe todos esse sentimentos.
  • À partir disso, crie a sua própria agenda de ensino, aquela que atenda as reais necessidades de seus adolescentes e que mostre à eles que a Bíblia faz sentido na vida deles no dia a dia.
  • Esteja atento para as mudanças que podem ocorrer nessas necessidades e aproveite cada oportunidade que surgir para ensiná-los através da Bíblia.

Lembre-se que acima de tudo, o que ensinamos para os adolescentes na igreja tem o objetivo de trazer transformação de vida e esperança.  

Crepúsculo, a Saga Acabou! E…

A Saga Twilight Amanhecer Parte 2

Sim, finalmente a Saga Crepúsculo chegou ao final com “Amanhecer – Parte 2”. Não, eu não sou fã da série e não estava esperando desesperadamente pelo último filme. Então você pode se perguntar: “Por que você foi assistir?” Primeiro porque sei que é algo que faz parte da cultura pré-adolescente e adolescente e por isso assisti a todos os filmes da série…( O que não fazemos pelo ministério, não é?) E segundo porque finalmente o filme passou no clube do qual sou sócia e não precisava pagar o ingresso.

Mas a grande pergunta que sempre me fiz ao longo de toda a série e também durante esse último filme (além da clássica pergunta: O que estou fazendo aqui assistindo esse filme?) é: O que nessa estória atrai tanto os adolescentes, principalmente as garotas?

Ao contrário de muitos líderes cristãos, não creio que o ocultismo ou o vampirismo sejam a grande atração para os adolescentes e nem que esses fatores possam motivá-los a buscar essas coisas. Entretanto tenho várias outras hipóteses sobre o que torna a Saga tão sedutora:

  1. Romance de um amor impossível ou proibido.  Um vampiro, ser imortal e
    Bella e Edward

    Bella e Edward

    inimigo dos humanos que se apaixona por uma inocente garota humana e é correspondido, mas ambos sabem da impossibilidade desse amor se concretizar. Quer algo mais atraente do que isso para uma adolescente? E a estória vai nos mostrar que eles vão lutar contra tudo e todos, muitas vezes arriscando a própria vida ou existência para ficarem juntos. E até quando finalmente conseguem ficar juntos e ter uma filha, ainda correm riscos e tem que lutar até os últimos minutos.

  2. Beleza, riqueza e poder.  Os vampiros são belos (há controvérsias), jovens, temvampiros-3 um físico perfeito, vestem-se com as melhores roupas, moram na melhor casa, dirigem os melhores carros, viajam e por aí vai a vida de luxo desses seres. São extremamente poderosos, com uma força descomunal, poderes especiais, não se cansam nunca e não trabalham!
  3. Violência. Todos os filmes apresentam cenas de luta e violência, com direito a várias cabeças decepadas e corpos em chamas nesse último filme.

O que mais um adolescente pode querer? E Bella é totalmente seduzida por tudo isso, ainda mais quando compara sua disfuncional família humana, que tem um pai trabalhador humilde, separado da sua mãe, que parece não estar nem um pouco preocupada com a filha, e que tem que criar sua filha sozinho. Enquanto na “família” de Edward, o vampiro, tudo parece ser perfeito, desde a harmonia entre os “pais” até a vida em comunidade da família. Além do apoio que a família vampira dá para o romance dos dois.

Então nesse último filme, Bella realiza seu grande sonho e se torna uma vampira, com super poderes, uma filha que cresce rapidamente e parece não dar trabalho nenhum, uma nova casa que é um verdadeiro sonho, um corpo perfeito, que não adoece, não se cansa, não tem fome e a perspectiva de viver eternamente ao lado de seu grande amor. Perfeito, mesmo que isso tenha lhe custado a própria vida! E é aí que os problemas com a Saga Crepúsculo começam:

  1. Atração pela morte. A própria Bella diz que sua existência humana terminou, mas Bella morrendoque ela nunca se sentiu tão viva assim. Nem a possibilidade de nunca mais ver seu pai, mãe ou amigos parece abalar a jovem. Tornar-se uma vampira através da morte lhe trouxe mais alegrias do que tristezas. Essa ideia absurda é terrivelmente perigosa quando exposta dessa maneira para um público adolescente.
  2. A  sua felicidade está totalmente na dependência do outro.  A vida toda da Bella gira em torno do Edward e sua realização e felicidade são totalmente dependentes dele. Ela abdica do relacionamento com seus pais, amigos, uma profissão e até da própria vida para ficar com ele. Sem exagerar, Edward é o deus da vida dela. Outra ideia muito perigosa para a mente dos adolescentes.
  3. Falta de um objetivo concreto de vida. Nenhum deles tem qualquer outro objetivo a não ser o de ficar juntos pela eternidade. Estudo? Trabalho? Ações sociais? Nada disso. Viver um grande amor impossível lhes basta. Numa época em que nossos adolescentes estão tão inseguros quanto às suas escolhas para o futuro, essa também é uma ideia nociva para eles.

Poderia desenvolver outros pensamentos além desse, como a questão da sexualidade, mas deixo isso para vocês. A Saga acabou, as ideias e pensamentos atraentes para nossos adolescentes ficarão e é com eles que temos que lidar. Como já escrevi em outros post, creio que Deus permite que esses movimentos aconteçam na cultura adolescente para nos dar a oportunidade de usá-los em favor do Evangelho, como Paulo fez em Atenas e com a culto aos inúmeros deuses dos gregos em Atos 17:16-34.

Aproveite a onda da Saga Crepúsculo e crie conversas sobre esses temas com seus adolescentes. A Internet oferece algumas sugestões, como essa crítica da Christianity Today ou esse artigo de Beth Felker Jones, autora do livro “Touched by a Vampire“, que oferece o download gratuito de um guia de discussão sobre a série.

Nossa missão é contribuir para que nossos adolescentes entendam em suas mentes e corações o que Paulo diz em Filipenses:

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” 
Filipenses 4:8 

Contrato do Smartphone, uma Boa Ideia!

Janelle e Gregory Hoffman

Janelle e Gregory Hoffman

Foi notícia de jornais, saiu nas redes sociais, nos mais populares programas de TV dois Estados Unidos e foi até matéria da edição do Fantástico do dia 13/01/2013. O fato de que a mãe Janelle Hoffman deu como presente de Natal um iPhone para seu filho Gregory de 13 anos, acompanhado de um contrato de uso, virou notícia.

Confesso que ao ler o contrato pela primeira vez numa rede social, me diverti e pensei que se tratava de uma brincadeira muito bem bolada. Mas, uma rápida pesquisa no Google mostrou que o fato era verídico e interessante. Sabemos que pré-adolescentes e adolescentes vivem literalmente grudados em seus Smartphones, como se eles fossem verdadeiras extensões de seus braços. Mas como os pais podem ter o controle sobre isso? Afinal, um Smartphone não é um simples brinquedo, mas um instrumento poderoso de comunicação que nos conecta e nos expõe ao mundo. Em umas da muitas reportagens sobre o caso na TV americana, Josh Shipp, um expert em comportamento de adolescentes, disse que dar um computador ou celular para um adolescente sem estabelecer regras pode ser comparado a dar um carro sem seguro para um jovem que acabou de tirar sua habilitação.

E quando nos vemos no papel de pais cristãos, sabemos da responsabilidade que Deus nos deu para cuidarmos de nossos filhos e das consequências de negligenciarmos isso. Não podemos nos omitir de nossas responsabilidades de pais como fizeram os pais de Sansão, como fez Eli ou como se omitiu Davi que depois viu a destruição de sua família. A Palavra de Deus nos mostra em vários exemplos que precisamos assumir nossas responsabilidades de pais ensinando e disciplinando nossos filhos.

Talvez a ideia de um contrato possa lhe parecer absurda ou exagerada, mas isso nada mais é do que dar limites, estabelecer os famosos “combinados” e ensinar nossos filhos no caminho que devem andar. E isso é mais importante ainda quando se trata de filhos adolescentes.

Para aqueles que não conhecem o famoso contrato, aqui está uma tradução dele. Vale lembrar que cada pai deve estabelecer seu próprio contrato ou combinado com seu filho, pois cada família tem suas características e situações próprias. Esse é o contrato da Janelle com o Gregory, filho dela e não pode ser o seu contrato com seu filho.

25/12/2012

Querido Gregory,

Feliz Natal! Agora você é o proprietário de um iPhone. Que legal! Você é um bom garoto de 13 anos e é responsável, por isso merece esse presente. Mas junto com esse presente você também receberá um regulamento e regras. Por favor, leia todo o contrato a seguir. Eu espero que você entenda que minha função é fazer com que você cresça e se torne um jovem saudável que possa conviver nesse mundo e coexistir com a tecnologia sem ser dominado por ela. Uma falha no cumprimento da lista de regras à seguir resultará no término do seu direito à propriedade desse iPhone.

Eu amo você muito e espero trocar milhões de mensagens de texto com você no futuro.

  1. Esse é meu celular. Eu o comprei. Eu paguei por ele. Eu estou emprestando o celular para você. Eu sou o máximo, não sou?
  2. Eu sempre saberei a senha dele.
  3. Se ele tocar, atenda. Ele é um telefone. Diga “alô” e seja educado. Nunca ignore uma chamada se você ler na tela do celular “Mãe” ou “Pai”. Jamais.
  4. Entregue o telefone para um de seus pais exatamente às 19:30h todas as noites nos dias de escola e às 21:00h todos os finais de semana. Ele ficará desligado durante a noite e será religado na manhã seguinte às 7:30h. Se você não faria uma chamada para o telefone fixo de alguém, porque os pais dessa pessoa poderiam atender antes dela, então não ligue e não mande mensagem de texto. Ouça esses instintos e respeite as outras famílias como nós gostaríamos de ser respeitados.
  5. O telefone não vai para a escola com você. Converse pessoalmente com as pessoas com as quais você trocaria mensagens de texto. Isso faz parte da vida. * Dias escolares de meio período, excursões da escola e atividades pós-escola requererão   considerações especiais.
  6. Se ele cair no vaso sanitário, se espatifar no chão ou desaparecer no ar, você será responsável pelos custos de outro aparelho ou de consertos. Corte grama, seja babysitter, guarde dinheiro que ganhar de aniversário. Essas coisas irão acontecer e você deve se preparar.
  7. Não use essa tecnologia para mentir, fazer de bobo ou enganar outro ser humano. Não se envolva em conversas que sejam prejudiciais a outros. Seja um bom amigo primeiro ou fique fora da linha de tiro.
  8. Não envie mensagens de texto, emails ou diga nada através desse aparelho que você não diria pessoalmente.
  9. Não envie mensagens de texto, emails ou diga nada para ninguém que você não diria em voz alta e na presença dos pais da pessoa. Faça uma autocensura.
  10. Nada de pornografia. Procure informações na Internet que você compartilharia comigo sem problemas. Se você tiver uma pergunta sobre algo, pergunte para uma pessoa, de preferência para mim ou para seu pai.
  11. Desligue-o, coloque-o no silencioso e guarde-o em público. Especialmente num restaurante, no cinema ou enquanto estiver conversando com outro ser humano. Você não é mal educado, portanto não deixe que o iPhone mude isso.
  12. Não envie ou receba fotos das suas partes intimas ou das partes intimas de mais ninguém. Não ria. Chegará o dia em que você será tentado a fazer isso, apesar da sua grande inteligência. Isso é arriscado e poderia arruinar a sua vida na adolescência, na faculdade e na idade adulta. Isso é sempre uma má ideia. O ciberespaço é muito vasto e mais poderoso do que você. E é muito difícil fazer qualquer coisa dessa magnitude desaparecer, inclusive uma má reputação.
  13. Não tire um zilhão de fotos e nem filme tudo. Não há necessidade de documentar tudo. Viva suas experiências. Elas ficarão guardadas na sua memória para sempre.
  14. Deixe o seu celular de lado algumas vezes e sinta-se seguro com essa decisão. Ele não está vivo e nem é uma extensão de você. Aprenda a viver sem ele. Seja maior e mais poderoso do que o seu medo de ficar de fora do que está acontecendo.
  15. Faça download de músicas que sejam novas ou clássicas ou diferentes das milhões de músicas que todos os seus amigos ouvem. Sua geração tem acesso à música como nunca nenhuma outra geração teve na história. Tire vantagem desse privilégio. Expanda seus horizontes.  
  16. Jogue games com palavras, quebra-cabeças ou desafios para o cérebro sempre que puder.
  17. Mantenha seus olhos elevados. Veja o que está acontecendo ao seu redor. Olhe pela janela. Ouça os pássaros. Faça uma caminhada. Converse com alguém que ainda não conhece. Pergunte-se sem perguntar para o Google.  
  18. Você vai se atrapalhar com as regras. Eu vou tirar o celular de você. Nós vamos sentar e conversar sobre isso. Nós iremos recomeçar. Você e eu estaremos sempre aprendendo. Eu estou do seu lado. Nós estamos juntos nisso.

Eu espero que você esteja de acordo com essas regras. Muitas das lições dessa lista não são apenas para o iPhone, mas são para a vida. Você está crescendo rápido num mundo em constante mudança. Isso é excitante e tentador. Tente simplificar sempre que puder. Confie mais na sua mente poderosa e no seu imenso coração do que em qualquer máquina. Eu amo você. Eu espero que você curta o seu incrível iPhone novo. Feliz Natal!

Bjs e abraços,

Mamãe

Minha esperança é que tanto o contrato de Janelle e Gregory, como as tristes histórias bíblicas de omissão da responsabilidade dos pais sobre os filhos, inspire pais a assumirem o compromisso de cuidar de seus filhos diante dos novos desafios que o mundo nos apresenta. 

Teologia e Adolescentes: Como Combinar Essas Duas Palavras

Ao ouvirmos a palavra Teologia, pensamos em algo muito acadêmico, intelectual e distante dos adolescentes e até mesmo daqueles que trabalham com os adolescentes. Isso acontece porque nos esquecemos que Teologia é a reflexão humana sobre quem Deus é e como Deus age no mundo. Portanto, a teologia, seja ela cristã ou não, está em praticamente todos os elementos de nossa cultura e da cultura adolescente. Teologia não é algo para os estudiosos, mas faz parte do nosso dia a dia, mesmo que não tenhamos consciência disso.

E o papel do Ministério de Adolescentes é identificar quais são as nossas convicções como cristãos de quem Deus é e como ele age e mostrar aos adolescentes quais são as implicações práticas disso ou como isso deve se refletir na nossa maneira de viver. Complicou? Então vamos por partes:

1. Identificar as nossas convicções de quem Deus é e como ele age. Como diz Kenda C. Dean no livro Starting Right, essas são as nossas “Rochas Teológicas” sobre as quais construiremos o nosso ministério. Para começar, pense que você tem apenas 5 coisas para ensinar aos adolescentes sobre Deus. Quais seriam essas 5 “Rochas Teológicas”? As minhas “Rochas Teológicas” são:

E quais são as suas  “Rochas Teológicas” ?

2. Mostrar aos adolescentes que implicações isso tem na nossa maneira de viver. Isso significa ajudar os adolescentes a desenvolverem sua fé para se tornarem teólogos práticos, que tem um relacionamento pessoal com Jesus Cristo e à partir disso agem ou vivem como cristãos que querem fazer diferença no mundo.

É verdade que todos os cristãos, incluindo os adolescentes, são chamados para serem teólogos práticos. Os adolescentes precisam entender (embora alguns adultos ainda não tenham entendido) que o cristão não é apenas alguém moralmente bom. O cristão é alguém que vive e age baseado na sua fé sobre quem Deus é, na pessoa do seu Filho Jesus Cristo e o que Ele está fazendo no mundo.

A cultura adolescente está em constante mudança e por isso temos que adaptar a forma ou os métodos que vamos usar para transmitir a eles o que não muda nunca: a Palavra de Deus. E para isso precisamos da nossa base teológica ou das nossas “Rochas Teológicas.”

O Ministério de Adolescentes precisa deixar de ser visto pela Igreja Brasileira como um ministério de entretenimento, que pode ser liderado apenas por jovens bem intencionados, sem formação teológica e ser visto como parte da Igreja que tem o mandato de Deus para ministrar às gerações mais novas.

“Agora que estou velho, de cabelos brancos, não me abandones, ó Deus, para que eu possa falar da tua força aos nossos filhos, e do teu poder às futuras gerações.” Salmos 71:18