A Luz do Mundo – Devocional de Natal 5

"Church Of The Light, In The City Of Ibaraki, Osaka Prefecture" por Sira Anamwong. Coustesia de FreeDigitalPhotos.net

“Church Of The Light, In The City Of Ibaraki, Osaka Prefecture” por Sira Anamwong. Coustesia de FreeDigitalPhotos.net

O profeta Isaías já havia dito em Isaías 9:2 que uma luz surgiria para aqueles que viviam nas trevas, profetizando a vinda do Messias. O povo que vivia nas trevas viveu na esperança dessa profecia que finalmente se concretizou com o nascimento de Jesus.

Por isso, temos tantas luzes no Natal! Que as luzes desse Natal, nos lembrem da eterna luz que é Jesus, luz dos homens, luz do mundo!

“O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz.”
Isaías 9:2 

Clique no link para ler o devocional:

Devocional 5 – A Luz do Mundo

Devocional 4 – Um Rei sem Palácio

Devocional 3 – Os pastores

Devocional 2 – Maria, Nós e o Plano de Deus

Devocional 1 – Surgem Anjos

Anúncios

Um Rei sem Palácio – Devocional de Natal 4

Imagem cortesia de FreeDigitalPhotos.net

Imagem cortesia de FreeDigitalPhotos.net

Esse ano o mundo acompanhou o nascimento do futuro rei da Inglaterra. Cercado de pompa e luxo, o pequeno principe George nasceu em julho de 2013 com cobertura da imprensa mundial. O mundo todo acompanhou o nascimento, as fotos oficiais e até o batizado, que foi uma cerimônia privada para a realeza inglesa. E ninguém se espantou com tudo isso, afinal ele é um sucessor do trono inglês.

Deus sempre nos surpreende e não foi diferente no nascimento de Jesus. O povo judeu esparava pelo Messias, pelo Rei dos Reis na época em que Jesus nasceu. E como nós hoje, eles esperavam um nascimento com pomba e luxo. Mas os planos de Deus eram diferentes. Vocês já se perguntaram por quê Deus planejou assim? A época do Natal é uma ótima oportunidade para refletirmos sobre isso.

“Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.”
Lucas 2:7

Clique no link para ler o devocional:

Devocional 4 – Um Rei sem Palácio

Devocional 3 – Os pastores

Devocional 2 – Maria, Nós e o Plano de Deus

Devocional 1 – Surgem Anjos

 

Os Pastores e o Que Podemos Aprender com Eles

Pastores Natal

A maioria de nós conhece bem a história do nascimento de Jesus e de como Deus anunciou esse nascimento aos pastores. Nesse Natal, convido você a ler mais atentamente o texto bíblico e aprender com a atitude dos pastores.

Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito.
Lucas 2:20

Clique no link para ler o devocional:

Devocional 1 – Surgem Anjos

Devocional 2 – Maria, Nós e o Plano de Deus

Devocional 3 – Os pastores

Nova Página: Perguntas e Respostas

Igreja O Brasil Para Cristo em Calmon Viana, Poá

Igreja O Brasil Para Cristo em Calmon Viana,                                             Poá

No último domingo, dia 25 de agosto, estive na Igreja O Brasil para Cristo Calmon Viana em Poá para um bom bate papo com pais e filhos adolescentes.

Tive a oportunidade de responder algumas perguntas feitas por eles e compartilhar um pouco das minhas experiências pessoais. Creio que as perguntas respondidas lá podem ajudar muitos líderes e pais de adolescentes, por isso resolvi criar uma nova página no blog chamada Perguntas e Respostas.

A página começa com as perguntas feitas e respondidas naquele evento, mas vocês também podem mandar suas perguntas para esse blog através do espaço Deixe uma Resposta, no final da página.

Espero que esse seja mais um canal de comunicação e ajuda para aqueles que trabalham com adolescentes e para pais.

Pais e Adolescentes: um Relacionamento Vital

Capa do Livro

       Capa do Livro

Acabei mais uma leitura e quero compartilhar com vocês, o que na minha opinião é a mais importante mensagem do livro “The Price of Privilege” de Madeline Levine, Ph. D., e psicóloga clinica especializada em adolescentes com mais de 25 anos de experiência nessa área. É importante lembrar que a Dra. Levine escreveu à partir da sua experiência com adolescentes de uma área de classe rica na Califórnia. E como o próprio nome do livro já diz, ele mostra o preço que essa geração de adolescentes que tem alto poder aquisitivo está pagando por conta disso. Esses adolescentes que tem tudo fácil acabam se tornando infelizes e problemáticos. Isso pode parecer uma constatação óbvia para muitos de nós, afinal, dinheiro não traz felicidade. Mas o interessante é que para escrever seu livro a Dra. Levine entrou em contato com outros terapeutas de diferentes áreas dos EUA e que atendem diferentes classes sociais e constatou que eles encontravam os mesmos problemas com os adolescentes que atendiam. Isso nos pensar que em maior ou menor grau, esse é um problema dessa geração de adolescentes independente de sua classe social.

Um dos aspectos mais importantes que o livro trata é da relação dos pais com seus filhos adolescentes. Esse relacionamento, que é vital para o bom desenvolvimento dos adolescentes, é negligenciado hoje e muitas vezes terceirizado: pais deixam a criação de seus filhos a cargo da  escola, da igreja e do terapeuta. As grandes mudanças que acontecem no cérebro dos adolescentes só são comparadas às grandes mudanças que acontecem no cérebro de crianças na primeira infância.

Foto: FreeDigitalPhotos.net

       Foto: FreeDigitalPhotos.net

É na adolescência que começa a formação do caráter e do identidade e os pais são parte importantíssima nisso. E o grande problema é que é nessa fase que os maiores conflitos entre pais e adolescentes acontecem de uma forma não saudável. Os pais precisam estabelecer com seus filhos adolescentes uma relação de amor e autoridade (não autoritarismo) para que possam ensinar e disciplinar seus filhos. Nossa tendência é transformar essa relação numa verdadeira guerra, quando deveríamos aproveitar essa época para fazer de nossos filhos adolescentes, nossos discípulos. Os adolescentes começam a enfrentar dilemas morais e decisões difíceis no dia a dia e se não tiverem os pais como referência e porto seguro irão procurar referências nos seus pares, na mídia, nos ídolos da moda e na cultura vigente.

refeiçãojpgInfelizmente não há uma “receita” ou um passo à passo para conseguir isso, porque cada família tem a sua própria dinâmica. Mas a Dra. Levine dá algumas dicas tão simples, que acabaram sendo negligenciadas por nós. A hora do jantar, por exemplo, quando é mais fácil reunir a família nessa fase da vida pode ser um momento especial para conversas informais que podem ajudar pais e filhos adolescentes a se aproximarem. Apesar do sobrenome “Bedicks”, que ganhei ao me casar, venho de uma família italiana “Dalla Valle” e o horário do jantar era uma grande e gostosa reunião informal de uma família de 4 filhos. Era um horário em que tínhamos que nos desligar de tudo e todos tinham que se sentar à mesa juntos e sair da mesa juntos. O que no início pode ter começado como uma imposição, logo se tornou um dos melhores momentos do dia para todos e nos beneficiamos muito desses longos jantares. Sei que é mais difícil fazer isso hoje, ainda mais quando Smartfones e Tablets são praticamente extensões do corpo e da mente dos adolescentes, mas não é impossível.

A Dra. Levine nos lembra que a parte do cérebro que é responsável por controlar comportamentos impulsivos não está madura antes dos 20 anos. Pesquisas mostram que a capacidade de auto controle dos adolescentes está intimamente ligada com a qualidade do relacionamento deles com os pais. Isso mostra que a adolescência é uma excelente oportunidade para os pais ajudarem seus filhos no desenvolvimento do auto controle. E a melhor forma de se fazer isso é deixar que o adolescente ganhe independência e autonomia aos poucos, sempre monitorado pelos pais, até que seu cérebro esteja mais desenvolvido. Em outras palavras, equilíbrio entre a liberdade que eles recebem e monitoramento (não policiamento) é um ponto chave para isso.

Vale lembrar que nosso manual de vida, a Bíblia, fala da importância do relacionamento entre pais e filhos muito antes dessas descobertas e pesquisas em textos como Deuteronômio 6:6-7, Provérbios 29:17, Provérbios 13:24 , Efésios 6:1-4.

Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.
Provérbios 22:6

Escolhas de Hoje que Determinam o Amanhã

Ontem, domingo, pela manhã fiz algo que é muito raro e decidir assistir ao Esporte Espetacular com meu marido. E tive uma grata surpresa!

Ronaldo acompanha a saída de Carlos (Foto: Reprodução / TV Globo)

Ronaldo acompanha a saída de Carlos           (Foto: Reprodução / TV Globo)

O programa mostrou uma matéria emocionante sobre dois amigos que costumavam jogar futebol juntos quando jovens e que se reencontraram em uma situação inusitada 20 anos depois. Eles até chegaram a jogar em diversos times de segunda divisão no Brasil e no exterior. Mas os dois escolheram caminhos tão diferentes na juventude que um acabou se tornado juiz de direito e o outro um presidiário por tráfico de drogas. Para ler mais sobre isso ou assistir a matéria na íntegra clique aqui.

Logo pensei  nos nossos adolescentes e jovens e nas escolhas que eles tem fazer hoje e que podem decidir o futuro deles. E há alguns fatores a serem considerados aqui. Vivemos num mundo onde o que importa é viver o momento e a satisfação momentânea sem se importar com as consequências futuras. E sabemos que para tomar  decisões sábias precisamos levar em consideração as possíveis conseqüências de diferentes escolhas.

Um outro aspecto importante é que recentemente as pesquisas sobre o desenvolvimento cognitivo de adolescentes e jovens tem avançado muito principalmente em dua áreas: desenvolvimento do pensamento crítico e a tomada de decisões. Essas duas habilidades são essenciais para que eles possam fazer escolhas sábias. Mas além de adolescentes e jovens  estarem atingindo seu potencial de pensamento crítico mais tarde, todo o nosso sistema educacional e as “facilidades” do mundo tecnológico não permitem que eles desenvolvam completamente esse potencial. Soma-se a isso o fato de que fatores psicossociais como emoções, pressão do grupo e mídia exercem mais influência sobre eles, na hora de tomar decisões, do que sobre os adultos.

Foto: Freedigitalphotos.net

Foto: Freedigitalphotos.net

Novas pesquisas também mostram que o desenvolvimento cerebral hoje é mais lento do que no passado e embora a cognição vá se desenvolvendo ao longo da adolescência e juventude, ela só estará completamente madura na idade adulta. Portanto, as habilidades em áreas como tomada de decisões e pensamento sobre as consequências de seus atos ainda não estão completamente desenvolvidas. Isso explica a facilidade que adolescentes e jovens tem para se envolver em situações de risco e para tomar decisões com consequências desastrosas.

Então qual é a saída para isso? Já que não podemos interferir no desenvolvimento cerebral, podemos atuar nos fatores psicossociais. Pais, líderes, professores e a própria igreja podem ser uma boa influência sobre eles. Para isso, pais tem que estar cada vez mais próximos de seus filhos e desenvolver relacionamentos de amor e confiança com eles e a igreja deve ser parceira dos pais nessa tarefa. A Bíblia está repleta de histórias de pessoas que tomaram decisões erradas, como Davi e Sansão, e sofreram as graves consequências dessas decisões. Nossos adolescentes e jovens precisam conhecer essas histórias e saber que elas continuam se repetindo hoje, como na história do ex-jogador de futebol e do juiz que a reportagem do Esporte Espetacular mostrou.

Foto: Freedigitalphotos.net

Foto: Freedigitalphotos.net

“Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte.”
Provérbios 16:25

Que Deus nos dê a sabedoria necessária para ajudar nossos adolescentes e jovens a tomarem decisões que irão determinar o futuro deles.

O Impacto da Família Sobre Crianças e Adolescentes

O conceito de família tem mudado muito nas duas últimas décadas. A família nuclear, criada por Deus e constituída de pai, mãe e filhos parece estar fora de moda ou desatualizada.

A família é a fonte primária de estabilidade relacional e emocional para o desenvolvimento sadio da criança. Por isso deveria ser uma instituição estável dedicada à proteção e ao desenvolvimento dos mais jovens, onde eles recebem os valores que os acompanharão pela vida.  Infelizmente hoje, vemos adultos que consideram que essas mudanças e os relacionamentos instáveis se justificam pela busca da felicidade individual. Mas eles se esquecem das consequências que tudo isso traz para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. E as consequências são significativas ou até devastadoras para a psique, os relacionamentos e visão de mundo de crianças e adolescentes.

E para piorar um pouco, o que vemos hoje e que estudos recentes comprovam, é que muitos pais não sabem mais como ser pais e crianças e adolescentes precisam de pais. Com medo de se tornarem os pais autoritários do passado, os pais começaram a abrir mão de sua autoridade e começaram a delegar essa autoridade aos filhos. Mas os filhos não estão preparados para isso. Crianças e adolescentes ainda não internalizaram regras e padrões e não tem um bom controle sobre suas emoções e comportamento. Eles precisam receber isso dos pais ou dos adultos responsáveis por eles.

Em seu livro “Ties That Stress: The New Family Imbalance” , o Dr.David Elkind, diz que: “Quando nós tentamos ser amigos de nossos filhos ao invés de pais, nós os privamos da fonte mais importante de regras internas, padrões, controle e limites”

É incrível ver que o mesmo que o Dr. Elkind nos diz hoje, as Escrituras Sagradas já nos diziam de outra forma há muito tempo:

Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo. 
Provérbios 13:24

Não podemos nos esquecer de que hoje crianças e adolescentes enfrentam um ambiente extremamente hostil, com inversão de valores, falta de estrutura familiar e onde nada é absoluto e seguro, mas tudo é relativo e a insegurança é total.

Além disso, vivemos num mundo em constante mudança. E essas mudanças: famílias desfeitas, acesso a todo e qualquer tipo de informação, estimulação precoce da sexualidade, excesso de liberdade e falta de limites causam um dano maior às novas gerações.

O Dr. Clark Chapman do Fuller Theological Seminary, diz em seu livro Hurt 2.0que a geração de adolescentes de hoje sofre de abandono. 

Essa situação de não ter uma autoridade maior sobre eles é interpretada como abandono. Na verdade eles se sentem abandonados, sós, como se ninguém se importasse com eles.

Os pais ainda são uma grande influência para seus filhos e quanto mais presentes forem, mais forte será essa influência. A Bíblia nos diz e os estudos recentes comprovam que a escola mais importante que uma criança pode frequentar é o seu lar. E os professores de teologia que terão mais influencia na vida de uma criança são seus pais.

Entretanto, a tarefa de pais não é uma corrida de curta distância ou de velocidade, é uma MARATONA. Pais tem que construir com seus filhos um relacionamento de confiança mútua e isso leva tempo. E para isso, os pais precisam, além de amar incondicionalmente os filhos:

  • Entender os filhos e mundo em que eles vivem
  • Dar a eles segurança com limites claros e ao mesmo tempo permitir que eles se desenvolvam.

É isso mesmo, pais precisam ao mesmo tempo entender os filhos e estabelecer limites seguros e flexíveis ou negociáveis para que eles possam se desenvolver, crescer, relacionar-se com os outros e fazer escolhas importantes. E tudo isso precisa acontecer debaixo da clara liderança dos pais.

Não sei no que você pensa ao ler tudo isso, mas a primeira vez que peguei pensando nisso uma imagem veio imediatamente à minha mente:

A tarefa dos pais é uma maratona equilibrando vários pratos e de porcelana fina e cara. Claro que isso demanda tempo, paciência e sabedoria que vem de Deus e de sua Palavra. E a igreja local, como instituição que pode ter um impacto significativo sobre a família, precisa estar atenta às mudanças e necessidades das famílias. A igreja não pode e não deve assumir o lugar dos pais, mas pode auxiliá-los e muito nessa maratona.

Posso dizer que minha experiência como mãe me mostrou que a tarefa é difícil, mas não é impossível. Ainda não cruzei a linha de chegada, pois sei que essa é uma corrida para a vida toda. Com inevitáveis pratos quebrados no caminho, vamos conseguido alcançar esse equilíbrio que tanto queremos. E vemos que nossos filhos se tornam adultos mais fortes,  saudáveis e independentes.

Isso vale todo o esforço dessa maratona.