Por que o Desafio da Baleia Azul Está Atingindo Nossos Filhos? Parte 1

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Como o banner acima mostra, hoje eu estive no Programa Entre Amigas da minha amiga Dora Bomilcar, na Rádio Transmundial. O tema foi o Jogo da Baleia Azul, que tem sido assunto de todas as mídias nas 2 últimas semanas.

O jogo ou desafio consiste em uma série de 50 desafios diários, enviados à vítima por um “curador”. As tarefas são passadas aos jogadores às 4:20h. Entre as tarefas há ações mórbidas como cortar os lábios ou furar a palma da mão diversas vezes. Em outra tarefa, o participante deve “desenhar” uma baleia azul em seu antebraço com uma lâmina. Como desafio final, o jogador deve se matar. Para ler mais sobre o assunto clique aqui.

Importante lembrar que não se sabe ao certo como o tal jogo começou (há indícios de que seja fruto de https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FSafernetBR%2Fposts%2F1317178101663414&width=500” target=”_blank” rel=”noopener noreferrer”>uma notícia falsa lançada na Internet). Mas é certo que o número de suicídios em jovens está aumentando no Brasil e no mundo. Em reportagem da Revista Veja, o psiquiatra Daniel Martins de Barros, coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria da USP, nos alerta para o fato de que em “90% dos casos a pessoa tinha algum tipo de transtorno mental, principalmente depressão.”

Apesar de toda a atenção que o jogo tem recebido da mídia, fica claro que o problema central está ligado à situações como bullying, assédio físico ou moral, pressão do grupo, falta de diálogo com a família, dependências (álcool, drogas, Internet) e depressão. O Dr. Barros nos mostra uma questão triste e real. Para ele, o “pânico moral criado em torno do suposto jogo reflete os medos dos próprios adultos. Esse pânico fala sobre nós, os pais. É o gap [lacuna] geracional. Todo adulto sabe que não está dando a devida atenção para o jovem. E isso demonstra a dificuldade que os pais têm de entrar no universo do filho”.

Talvez o hipotético jogo esteja nos mostrando o abandono sistêmico que as gerações mais jovens estão enfrentando. Num mundo em constante mudança e onde o lema é “o importante é ser feliz”, os pais e toda uma geração mais velha acaba se dedicando às suas agendas pessoais e não tem tempo para as gerações mais jovens. Esse “universo do filho” é o submundo que os adolescentes criam para sobreviverem. Num programa de TV no último dia 21 de abril, a psiquiatra Maria Cristina De Stefano, que teve um filho de 19 anos morto por suicídio, lembrou-se de uma frase muito dita pelos jovens: “Ria na sala, chore no quarto.” Veja a entrevista dela aqui.

Enquanto não nos voltarmos para a atenção, o carinho e o cuidado com nossos adolescentes e jovens, eles continuarão à mercê de jogos como esse.

Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel. Então os israelitas fizeram o que o Senhor reprova e prestaram culto aos baalins. Abandonaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito, e seguiram e adoraram vários deuses dos povos ao seu redor, provocando a ira do Senhor. Abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e aos postes sagrados.  Juízes 2:10-13

 

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Série: O Que Eles Tem Na Cabeça? Depressão e Suícidio

depressão Image courtesy of tuelekza at FreeDigitalPhotos.net

Imagem cortesia de tuelekza de FreeDigitalPhotos.net

A mídia tem alertado pais e responsáveis sobre o Jogo da Baleia Azul. E há alguns dias noticiou o que teria sido a primeira morte causada pelo jogo no Brasil. Há muitas coisas a serem esclarecidas sobre o assunto.

Primeiro, não há comprovação de que o jogo (Blue Whale Game) tenha causado mais de 130 mortes de adolescentes na Rússia. O que realmente se tem de concreto é o suicídio de 3 adolescentes russas e o primeiro suicídio ocorreu em 2015. Segundo, infelizmente houve o suicídio de um adolescente de 13 anos em Nova Iguaçu, mas não há nada que ligue o trágico fato ao jogo. O adolescente enfrentava uma grave depressão.

O que sabemos de concreto é que a depressão e o suicídio entre adolescentes estão aumentando no Brasil e no mundo. No Brasil, de 2002 a 2012 houve um crescimento de 40% da taxa de suicídio entre crianças e pré-adolescentes com idade entre 10 e 14 anos. Na faixa etária de 15 a 19 anos, o aumento foi de 33,5%. A causa principal do suicídio entre os adolescentes é a depressão, que deve ser identificada e tratada. Segundo Dr. Daniel Siegel, o aumento da intensidade emocional na adolescência pode levar à impulsividade, à depressão e reações extremas como o suicídio. Dr. Siegel também alerta que a impulsividade pode transformar a busca por sensações em ação sem levar em conta as consequências.

Outro fato concreto é a tremenda popularidade que a série “13 Reasons Why” da Netflix13 reasons why está alcançando entre adolescentes e jovens. A série aborda assuntos importantes como bullying, assédio, estupro, falta de diálogo com a família, depressão e suicídio na adolescência. Mas depois de assistir alguns capítulos e a terrível cena do suicídio da personagem principal comecei a pensar sobre os danos que algumas cenas podem causar nos cérebros em desenvolvimento dos adolescentes.

A intenção da série é alertar sobre o suicídio na adolescência e recomendo que pais, professores e líderes de adolescentes assistam. Talvez os autor e produtores não tenham se preocupado com o fato do cérebro adolescente ser tão impressionável. A atenção que Hanna recebe após o suicídio e o planejamento do suicídio passo a passo acabam conferindo certo glamour ao suicídio. A adolescência é uma fase de muita vulnerabilidade e há o risco de adolescentes se identificarem de forma negativa com a personagem principal. Os assuntos tratados na série devem ser discutidos e acompanhados por pais e responsáveis.

Que nossos adolescentes possam lembrar-se do que diz o salmista:

Estavam famintos e sedentos; suas vidas iam-se esvaindo.
Na sua aflição, clamaram ao Senhor, e ele os livrou da tribulação em que se encontravam e os conduziu por caminho seguro a uma cidade habitada.
Salmos 107:5-7

Quem é Thiago Braz?

 

Foto de DAVID GRAY/ REUTERS

                                                                                                                               Foto de David Gray/Reuters

Sei que como eu, muitos brasileiros acordaram hoje perguntando: “Quem é Thiago Braz?”. Confesso que até a medalha de ouro desse jovem brasileiro, eu não tinha ouvido falar dele. Assim que pude fui pesquisar sobre o atleta na Internet e minha primeira pesquisa foi na ficha dele publicada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Logo, algumas informações chamaram minha atenção:

HOBBIES: Assistir filmes e ler a Bíblia

OBJETIVOS PROFISSIONAIS: Atingir o que Deus tem para mim

Mais algumas pesquisas e vejo que a história de Thiago é mais uma história de superação. Ele foi abandonado pela mãe ainda menino e foi criado pelos avós. Ao ser perguntado sobre quem seriam as pessoas mais importantes na sua trajetória, ele respondeu “Deus e meus avós”.  Thiago também tem um triste histórico de não resistir às pressões das grandes competições como o Mundial e o Pan. Mas na maior de todas as competições ele finalmente venceu e diz que sua vitória foi um milagre de Deus!

Encontrar notícias, imagens e vídeos sobre o grande feito de Thiago é muito fácil. Thiago é casado com uma jovem atleta, Ana Paula, que foi entrevistada logo após a conquista dele. Vibrando com a conquista, Ana Paula fala do grande empenho do marido para conquistar essa medalha de ouro. E continua dizendo “Hoje o dia foi preparado por Deus para o Thiago e ninguém mudava isso. É para honra de Deus!” Confira a entrevista aqui.

Thiago Braz FBNa página oficial dele no Facebook, encontro essa postagem ao lado. Thiago sabe que Deus está com ele na vitória ou na derrota! Ele crê no Deus que não nos abandona jamais.

Thiago também foi entrevistado após a prova e quando perguntado sobre como conseguia se manter tão calmo, ele respondeu: “Aprendi a ter fé e confiar em Deus. Ele tem me ensinado muita coisa, até mesmo a concentração.” Confira essa entrevista aqui.

Várias notícias descrevem Thiago como muito religioso, mas uma delas diz “É comum ver o atleta brasileiro usando as redes sociais para compartilhar imagens de fé. Adota o discurso em seu dia a dia.” Parece que não é apenas mais um discurso de alguém que se diz cristão, mas é uma fala de alguém que vive de acordo com sua fé! Nessa época de escassez de referências para nossos adolescentes e jovens, a vida do Thiago Braz, com suas derrotas e vitórias, pode ajudá-los a ver que ter uma vida com Deus vale à pena!

Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.
Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem se desanimem.
Hebreus 12:1-3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Pokemons invadiram nossas vidas

Pokemon capturado na minha casa

Pokemon capturado na minha casa.

Começou a invasão dos Pokemons! Sim, baixei o aplicativo e em alguns minutos apareceu o primeiro Pokemon em minha casa. Capturei o monstrinho da foto ao lado!

Esse novo game, que pode ser baixado gratuitamente tanto para Androide ou iOS, está quebrando todos os recordes de games para plataformas móveis. O game é na verdade uma grande e fantástica máquina que a Niantic criou para ganhar muito dinheiro! O download é gratuito, mas o jogador é fortemente incentivado a comprar coisas com dinheiro de verdade para usar dentro do jogo. E as compras vão de “pokébolas” até incenso para atrair os monstrinhos!

E agora? Como vamos ajudar nossas crianças e adolescentes a lidarem com essa atraente e perigosa tentação? Há muitos boatos sobre a possibilidade do game ter sido criado para roubar os dados e informações dos jogadores. E até teorias da conspiração envolvendo a CIA! Mas a verdade é que os milhares de aplicativos que já usamos fazem isso muito bem.

Então qual é o grande problema do game?

Para crianças e adolescentes o grande problema é a dependência ou a gamemania! As regiões cerebrais em que as drogas atuam são as mesmas em que o jogo atua. É a expressão máxima de uma nova droga, consome a energia, horários produtivos, contribui para um isolamento social e causa alienação, segundo o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, Rodrigo Fonseca Martins Leite.” 
Os adolescentes (sobretudo os homens, que representam a maioria dos jogadores) são os mais suscetíveis à dependência. A razão disso está na própria estrutura cerebral. O cérebro não está completamente formado nessa etapa da vida. Ele ainda não desenvolveu a capacidade de brecar comportamentos e prever as consequências deles. Isso só começa a acontecer a partir dos 20 anos!

Outros grandes problemas para essas faixas etárias são:

Lembrem-se de que vocês são os pais e tem o dever de proteger seus filhos, limitando o uso dos celulares e tablets, controlando o pacote de dados de Internet a que eles tem acesso e ensinando-os sobre os perigos à que eles se expõem.

Que Deus nos dê sabedoria e graça para cuidar e guiar nossos filhos em mais esse desafio do nosso tempo!

Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo.
“Honra teu pai e tua mãe”, este é o primeiro mandamento com promessa:
“para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra”.
Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.
Efésios 6:1-4

Deixe seus comentários sobre esse post. Você pode ter imformações e dicas que beneficiarão outros pais.

Como os Adolescentes Lidam com a Tecnologia?

Foto: FreeDigitalPhotos.net

Foto: FreeDigitalPhotos.net

A resposta para essa pergunta seria assunto de um livro, mas vou tentar discutir alguns pontos principais num post! Vivemos cercados pela tecnologia e somos beneficiados por tudo o que ela nos trouxe, mas isso se torna ainda mais intenso quando pensamos em adolescentes e jovens.

A tecnologia é um grande avanço que fascina a todos e que exerce uma grande influência nas gerações mais novas. Embora isso tenha o seu lado bom, cada vez mais temos que lidar com os efeitos nocivos da tecnologia, principalmente com a Dependência Tecnológica. Esse é um problema mundial e tão grave que o Hospital das Clínicas de São Paulo iniciou um trabalho voltado para esse transtorno com o  Grupo de Dependência Tecnológica do Programa de Transtornos do Controle dos Impulsos . Especialistas de todo o mundo já começam a considerar a Dependência Tecnológica como um problema de saúde pública.

Foto: FreeDigitalPhotosnet

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O problema tem aumentado muito nos últimos anos no Brasil, principalmente pelo avanço dos Smartphones (objeto de desejo da maioria dos adolescentes), pelo uso frenético das Redes Sociais (Facebook, Twitter, Instagram) pelas gerações mais novas e pelo estilo de vida solitário que temos.

Os adolescentes são os mais suscetíveis à esse tipo de dependência, havendo uma diferença entre garotos e garotas. Os garotos buscam mais o entretenimento e a competição (games), enquanto as garotas tem uma tendência maior para ações multitarefa e focam sua atenção para a comunicação (redes sociais, mensagens de texto). Essa maior suscetibilidade é devida principalmente à estrutura cerebral do adolescente. As mais recentes pesquisas tem mostrado que nessa etapa da vida o cérebro não está completamente formado, no que diz respeito ao seu funcionamento. Ele ainda não desenvolveu a capacidade de impedir comportamentos e principalmente de prever as consequências de suas ações. Isso só começa a acontecer a partir dos 20 anos de idade. Por isso o adolescente chega a passar a noite acordado jogando, trocando mensagens nas redes sociais ou navegando na Internet. Ele sabe que tem que dormir cedo para poder ir à escola no dia seguinte, mas não consegue medir as consequências de passar a noite em claro.

Foto: FreeDigitalPhotos.net

Foto: FreeDigitalPhotos.net

Também é muito importante ressaltar que a dependência dos games é devida a liberação de dopamina pelo cérebro. A dopamina é um neurotransmissor cerebral responsável pela sensação de bem estar. É essa sensação de bem estar que vai levar à dependência dos games e de drogas. Os dois tipos de dependência envolvem a busca por sensações agudas de prazer.

Adolescentes e jovens sabem muito bem como usar tudo o que a tecnologia oferece, mas não conseguem ter o controle sobre esse uso e acabam ficando reféns da tecnologia. É preciso, entretanto, diferenciar o desejo normal de mandar mensagens, postar na redes sociais e usar games da Dependência Tecnológica. A dependência acontece quando o adolescente perde o controle sobre o uso da tecnologia e não consegue mais administrar o tempo que fica jogando ou fica conectado.

Outro importante fator a ser considerado são os problemas de comunicação que os adolescentes podem ter.Ele não faz mais chamadas telefônicas, ele manda mensagens ou torpedos. E isso acontece muitas vezes dentro de casa, quando o adolescente chega a se comunicar com os pais ou irmãos que estão em outros ambientes da casa, apenas através de mensagens. O adolescente dependente troca as conversas reais por conexões virtuais.   

E são as conversas com os outros que nos ajudam a desenvolver conversas com nós mesmos ou a capacidade de auto-reflexão. Para crianças e adolescentes em formação há um grande prejuízo no desenvolvimento do auto conhecimento. Então devemos nos perguntar: como esse adolescente vai se comportar em relação à sua espiritualidade, ao seu relacionamento com Deus, se não desenvolveu corretamente a capacidade de auto-reflexão? Como ele vai se relacionar com seus pares, vai refletir sobre suas ações e seus erros se essa capacidade está prejudicada?

Sempre que penso em “dependência”, lembro que quando dependemos de qualquer outra coisa que não seja Deus, deixamos que o objeto da nossa dependência assuma o lugar de Deus na nossa vida. Podemos comparar isso à idolatria, que acaba nos afastando de Deus. Vale lembrar as palavras do próprio Jesus em Mateus 6:24 e Mateus 22:37-38 .

Cabe à nós, pais, líderes e professores de adolescentes ajudá-los à controlar a tecnologia e não se deixar controlar por ela. 

Para assistir à Palestra “Internet, gamemania e compulsão tecnológica” clique aqui.

Doutorado, Palestra e Curso

Minha Turma do DMin no Fuller, nov 2012 e um dos professores, Dr. Scott Cormode

Minha Turma do DMin no Fuller, nov 2012 e um dos professores, Dr. Scott Cormode

Depois de um longo tempo, estou voltando a postar aqui. Os últimos meses tem sido bem agitados com o começo do meu segundo ano do DMin no Fuller Theological Seminary. Passei no primeiro ano e esse ano tenho que ler mais 4500 páginas (todo material é em inglês) até dia 27 de outubro. Para aqueles que não sabem, estou fazendo um Doutorado em Ministério de Adolescentes, Família e Cultura. O curso é à distancia no Fuller Theological Seminary, em Pasadena, California e tenho 2 incríveis semanas presenciais por ano lá no Campus de Pasadena. Esse ano irei para lá dia 24 de outubro para mais aulas! Mas antes disso irei compartilhar aqui no blog o que estou lendo e aprendendo.

Também tenho dado algumas palestras e vou dar 2 aulas num Curso de Capacitação para Professores e Líderes de Adolescentes em agosto. Veja informações abaixo e clique aqui para se inscrever:

Curso Betel (2) No dia 23 de julho darei uma Palestra sobre Internet, Dependência Tecnológica e Gamemania na Igreja Batista Memorial de Alphaville. Essa palestra será transmitida pela Internet e se você não puder estar presente pode assistir ao vivo clicando aqui no dia 23 de julho à partir das 20:30h. Veja mais informações abaixo:

Palestra IBMAlpha

Por hoje é só! Espero encontrar vocês em um desses 2 eventos!

Contrato do Smartphone, uma Boa Ideia!

Janelle e Gregory Hoffman

Janelle e Gregory Hoffman

Foi notícia de jornais, saiu nas redes sociais, nos mais populares programas de TV dois Estados Unidos e foi até matéria da edição do Fantástico do dia 13/01/2013. O fato de que a mãe Janelle Hoffman deu como presente de Natal um iPhone para seu filho Gregory de 13 anos, acompanhado de um contrato de uso, virou notícia.

Confesso que ao ler o contrato pela primeira vez numa rede social, me diverti e pensei que se tratava de uma brincadeira muito bem bolada. Mas, uma rápida pesquisa no Google mostrou que o fato era verídico e interessante. Sabemos que pré-adolescentes e adolescentes vivem literalmente grudados em seus Smartphones, como se eles fossem verdadeiras extensões de seus braços. Mas como os pais podem ter o controle sobre isso? Afinal, um Smartphone não é um simples brinquedo, mas um instrumento poderoso de comunicação que nos conecta e nos expõe ao mundo. Em umas da muitas reportagens sobre o caso na TV americana, Josh Shipp, um expert em comportamento de adolescentes, disse que dar um computador ou celular para um adolescente sem estabelecer regras pode ser comparado a dar um carro sem seguro para um jovem que acabou de tirar sua habilitação.

E quando nos vemos no papel de pais cristãos, sabemos da responsabilidade que Deus nos deu para cuidarmos de nossos filhos e das consequências de negligenciarmos isso. Não podemos nos omitir de nossas responsabilidades de pais como fizeram os pais de Sansão, como fez Eli ou como se omitiu Davi que depois viu a destruição de sua família. A Palavra de Deus nos mostra em vários exemplos que precisamos assumir nossas responsabilidades de pais ensinando e disciplinando nossos filhos.

Talvez a ideia de um contrato possa lhe parecer absurda ou exagerada, mas isso nada mais é do que dar limites, estabelecer os famosos “combinados” e ensinar nossos filhos no caminho que devem andar. E isso é mais importante ainda quando se trata de filhos adolescentes.

Para aqueles que não conhecem o famoso contrato, aqui está uma tradução dele. Vale lembrar que cada pai deve estabelecer seu próprio contrato ou combinado com seu filho, pois cada família tem suas características e situações próprias. Esse é o contrato da Janelle com o Gregory, filho dela e não pode ser o seu contrato com seu filho.

25/12/2012

Querido Gregory,

Feliz Natal! Agora você é o proprietário de um iPhone. Que legal! Você é um bom garoto de 13 anos e é responsável, por isso merece esse presente. Mas junto com esse presente você também receberá um regulamento e regras. Por favor, leia todo o contrato a seguir. Eu espero que você entenda que minha função é fazer com que você cresça e se torne um jovem saudável que possa conviver nesse mundo e coexistir com a tecnologia sem ser dominado por ela. Uma falha no cumprimento da lista de regras à seguir resultará no término do seu direito à propriedade desse iPhone.

Eu amo você muito e espero trocar milhões de mensagens de texto com você no futuro.

  1. Esse é meu celular. Eu o comprei. Eu paguei por ele. Eu estou emprestando o celular para você. Eu sou o máximo, não sou?
  2. Eu sempre saberei a senha dele.
  3. Se ele tocar, atenda. Ele é um telefone. Diga “alô” e seja educado. Nunca ignore uma chamada se você ler na tela do celular “Mãe” ou “Pai”. Jamais.
  4. Entregue o telefone para um de seus pais exatamente às 19:30h todas as noites nos dias de escola e às 21:00h todos os finais de semana. Ele ficará desligado durante a noite e será religado na manhã seguinte às 7:30h. Se você não faria uma chamada para o telefone fixo de alguém, porque os pais dessa pessoa poderiam atender antes dela, então não ligue e não mande mensagem de texto. Ouça esses instintos e respeite as outras famílias como nós gostaríamos de ser respeitados.
  5. O telefone não vai para a escola com você. Converse pessoalmente com as pessoas com as quais você trocaria mensagens de texto. Isso faz parte da vida. * Dias escolares de meio período, excursões da escola e atividades pós-escola requererão   considerações especiais.
  6. Se ele cair no vaso sanitário, se espatifar no chão ou desaparecer no ar, você será responsável pelos custos de outro aparelho ou de consertos. Corte grama, seja babysitter, guarde dinheiro que ganhar de aniversário. Essas coisas irão acontecer e você deve se preparar.
  7. Não use essa tecnologia para mentir, fazer de bobo ou enganar outro ser humano. Não se envolva em conversas que sejam prejudiciais a outros. Seja um bom amigo primeiro ou fique fora da linha de tiro.
  8. Não envie mensagens de texto, emails ou diga nada através desse aparelho que você não diria pessoalmente.
  9. Não envie mensagens de texto, emails ou diga nada para ninguém que você não diria em voz alta e na presença dos pais da pessoa. Faça uma autocensura.
  10. Nada de pornografia. Procure informações na Internet que você compartilharia comigo sem problemas. Se você tiver uma pergunta sobre algo, pergunte para uma pessoa, de preferência para mim ou para seu pai.
  11. Desligue-o, coloque-o no silencioso e guarde-o em público. Especialmente num restaurante, no cinema ou enquanto estiver conversando com outro ser humano. Você não é mal educado, portanto não deixe que o iPhone mude isso.
  12. Não envie ou receba fotos das suas partes intimas ou das partes intimas de mais ninguém. Não ria. Chegará o dia em que você será tentado a fazer isso, apesar da sua grande inteligência. Isso é arriscado e poderia arruinar a sua vida na adolescência, na faculdade e na idade adulta. Isso é sempre uma má ideia. O ciberespaço é muito vasto e mais poderoso do que você. E é muito difícil fazer qualquer coisa dessa magnitude desaparecer, inclusive uma má reputação.
  13. Não tire um zilhão de fotos e nem filme tudo. Não há necessidade de documentar tudo. Viva suas experiências. Elas ficarão guardadas na sua memória para sempre.
  14. Deixe o seu celular de lado algumas vezes e sinta-se seguro com essa decisão. Ele não está vivo e nem é uma extensão de você. Aprenda a viver sem ele. Seja maior e mais poderoso do que o seu medo de ficar de fora do que está acontecendo.
  15. Faça download de músicas que sejam novas ou clássicas ou diferentes das milhões de músicas que todos os seus amigos ouvem. Sua geração tem acesso à música como nunca nenhuma outra geração teve na história. Tire vantagem desse privilégio. Expanda seus horizontes.  
  16. Jogue games com palavras, quebra-cabeças ou desafios para o cérebro sempre que puder.
  17. Mantenha seus olhos elevados. Veja o que está acontecendo ao seu redor. Olhe pela janela. Ouça os pássaros. Faça uma caminhada. Converse com alguém que ainda não conhece. Pergunte-se sem perguntar para o Google.  
  18. Você vai se atrapalhar com as regras. Eu vou tirar o celular de você. Nós vamos sentar e conversar sobre isso. Nós iremos recomeçar. Você e eu estaremos sempre aprendendo. Eu estou do seu lado. Nós estamos juntos nisso.

Eu espero que você esteja de acordo com essas regras. Muitas das lições dessa lista não são apenas para o iPhone, mas são para a vida. Você está crescendo rápido num mundo em constante mudança. Isso é excitante e tentador. Tente simplificar sempre que puder. Confie mais na sua mente poderosa e no seu imenso coração do que em qualquer máquina. Eu amo você. Eu espero que você curta o seu incrível iPhone novo. Feliz Natal!

Bjs e abraços,

Mamãe

Minha esperança é que tanto o contrato de Janelle e Gregory, como as tristes histórias bíblicas de omissão da responsabilidade dos pais sobre os filhos, inspire pais a assumirem o compromisso de cuidar de seus filhos diante dos novos desafios que o mundo nos apresenta.