A Cultura do (Não) Gênero

Gênero Diferença

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As questões de gênero e ideologia de gênero voltaram a ser assuntos muito comentados com as reações à palestra de Judith Butler essa semana no SESC em São Paulo.

Cromosoma-X-GenagenButler, que escreve sobre temas polêmicos, é uma das maiores defensoras da ideologia de gênero. Apesar de admitirem que biologicamente só existam 2 sexos determinados pelos nossos cromossomos, os defensores dessa ideologia afirmam que gênero é diferente do sexo biológico e eles podem ou não estar em concordância. Para eles, gênero é resultado de uma construção social, cultural e familiar. Por isso defendem que crianças devem ser ensinadas e educadas num gênero neutro para que possam mais tarde escolher seu gênero.

Com o objetivo de defender a liberdade de escolha, a indefinição de gênero pode acabar impondo a cultura do “não gênero” às gerações mais novas. A formação do gênero sofre influencia da cultura, do meio, da família, da educação, mas também dos genes de cada indivíduo. A maior liberação de hormônios sexuais se dar a partir da puberdade, mas há influência hormonal desde a formação do feto.

Segundo seus adeptos essa ideologia celebra a diversidade, mas na verdade ela despreza a grande diversidade entre o masculino e o feminino. Nas suas diferenças homem e mulher são frutos de um Deus criativo e nas suas similaridades são frutos de um Deus que é amoroso e compassivo com todos os seus filhos.

Não há como negar as diferenças internas e externas entre o corpo do homem e o corpo da mulher. Elas estão presentes nos órgãos sexuais, na genitália, na estrutura óssea, na distribuição da gordura corporal, no desenvolvimento da musculatura, nas feições e até mesmo no cérebro. Como não se maravilhar com a capacidade do corpo da mulher em gestar e nutrir uma nova vida! É inegável a maior força e velocidade dos corpos masculinos nas competições esportivas, assim como a maior flexibilidade e coordenação de movimentos finos dos corpos femininos.

Que possamos celebrar as diferenças entre homem e mulher porque elas não nos afastam, mas nos completam como criação de Deus!

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Gênesis 1:27

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Halloween tropical: certo ou errado?

Há alguns anos o Halloween, festa tradicional da cultura norte-americana, tem sido comemorado no Brasil. E há alguns anos a polêmica em torno do assunto está nas redes sociais, blogs, vlogs e sites cristãos. O que mais me inquieta nessa polêmica é o tom da discussão, que dita regras do que não se pode ver, não se pode fazer e do que não se pode beber ou consumir. É o que o filósofo americano Dallas Willard muito bem denominou como o “evangelho de administração do pecado” em sua obra Conspiração Divina. “A história nos levou ao ponto em que se considera que a mensagem cristã trata essencial e exclusivamente dos meios de lidar com o pecado: de atos ou atitudes erradas e as suas consequências… A transformação da vida e do caráter simplesmente não faz parte da mensagem redentora.” (A Conspiração Divina, pg 61)

Num mundo globalizado como o nosso, estamos sempre sob a influência de outras culturas. Se hoje a bola da vez é o Halloween, sabemos que outras influências culturais surgem continuamente. A adolescência (10 à 19 anos) é a fase do desenvolvimento humano mais influenciada pela cultura, daí a importância de temas culturais para pais e líderes de adolescentes. (Como diz John Santrock: “a adolescência começa na biologia e termina na cultura”.) Páginas e páginas escritas sobre se o cristão pode ou não pode comemorar o Halloween de nada servirão para ajudar nossos adolescentes a enfrentarem os desafios diários para viver o verdadeiro cristianismo.

É urgente que preguemos ao mundo e às novas gerações, o Evangelho que transforma vidas! O Evangelho que nos ensina que cada decisão, cada ação e cada pensamento nosso devem estar firmados naquele em quem confiamos, Jesus Cristo! (João 6:28,29)  Não será a falta do ensino do verdadeiro Evangelho o fator responsável para que sintamos que nossa fé é ameaçada por uma data como o Halloween ou por um programa de TV?

Confesso que me preocupo mais com o que acontece com a vida dos cristãos nos outros 364 dias do ano do que no Halloween. O que nós cristãos estamos ensinando para as novas gerações sobre ter uma vida séria com Deus na nossa vida diária? Como eu gostaria de ver posts e vídeos inflamados de cristãos sobre amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo! Posts sobre colocar a nossa fé e esperança somente em Cristo Jesus!

A pergunta que devemos fazer não é sobre o Halloween ser certou ou errado. A pergunta que devemos nos fazer é sobre quando iremos começar a viver e ensinar às novas gerações o verdadeiro cristianismo e não apenas o que não fazer.

Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça.
Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça que é a nossa esperança.

Porque em Cristo Jesus nem circuncisão nem incircuncisão têm efeito algum, mas sim a fé que atua pelo amor.
Gálatas 5:4-6

QUER SABER MAIS SOBRE O HALLOWEEN? 

Seguem alguns links que ajudarão você:

 

Por que o Desafio da Baleia Azul Está Atingindo Nossos Filhos? Parte 1

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Como o banner acima mostra, hoje eu estive no Programa Entre Amigas da minha amiga Dora Bomilcar, na Rádio Transmundial. O tema foi o Jogo da Baleia Azul, que tem sido assunto de todas as mídias nas 2 últimas semanas.

O jogo ou desafio consiste em uma série de 50 desafios diários, enviados à vítima por um “curador”. As tarefas são passadas aos jogadores às 4:20h. Entre as tarefas há ações mórbidas como cortar os lábios ou furar a palma da mão diversas vezes. Em outra tarefa, o participante deve “desenhar” uma baleia azul em seu antebraço com uma lâmina. Como desafio final, o jogador deve se matar. Para ler mais sobre o assunto clique aqui.

Importante lembrar que não se sabe ao certo como o tal jogo começou (há indícios de que seja fruto de https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FSafernetBR%2Fposts%2F1317178101663414&width=500” target=”_blank” rel=”noopener noreferrer”>uma notícia falsa lançada na Internet). Mas é certo que o número de suicídios em jovens está aumentando no Brasil e no mundo. Em reportagem da Revista Veja, o psiquiatra Daniel Martins de Barros, coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria da USP, nos alerta para o fato de que em “90% dos casos a pessoa tinha algum tipo de transtorno mental, principalmente depressão.”

Apesar de toda a atenção que o jogo tem recebido da mídia, fica claro que o problema central está ligado à situações como bullying, assédio físico ou moral, pressão do grupo, falta de diálogo com a família, dependências (álcool, drogas, Internet) e depressão. O Dr. Barros nos mostra uma questão triste e real. Para ele, o “pânico moral criado em torno do suposto jogo reflete os medos dos próprios adultos. Esse pânico fala sobre nós, os pais. É o gap [lacuna] geracional. Todo adulto sabe que não está dando a devida atenção para o jovem. E isso demonstra a dificuldade que os pais têm de entrar no universo do filho”.

Talvez o hipotético jogo esteja nos mostrando o abandono sistêmico que as gerações mais jovens estão enfrentando. Num mundo em constante mudança e onde o lema é “o importante é ser feliz”, os pais e toda uma geração mais velha acaba se dedicando às suas agendas pessoais e não tem tempo para as gerações mais jovens. Esse “universo do filho” é o submundo que os adolescentes criam para sobreviverem. Num programa de TV no último dia 21 de abril, a psiquiatra Maria Cristina De Stefano, que teve um filho de 19 anos morto por suicídio, lembrou-se de uma frase muito dita pelos jovens: “Ria na sala, chore no quarto.” Veja a entrevista dela aqui.

Enquanto não nos voltarmos para a atenção, o carinho e o cuidado com nossos adolescentes e jovens, eles continuarão à mercê de jogos como esse.

Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel. Então os israelitas fizeram o que o Senhor reprova e prestaram culto aos baalins. Abandonaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito, e seguiram e adoraram vários deuses dos povos ao seu redor, provocando a ira do Senhor. Abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e aos postes sagrados.  Juízes 2:10-13

 

Série: O Que Eles Tem Na Cabeça? Depressão e Suícidio

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A mídia tem alertado pais e responsáveis sobre o Jogo da Baleia Azul. E há alguns dias noticiou o que teria sido a primeira morte causada pelo jogo no Brasil. Há muitas coisas a serem esclarecidas sobre o assunto.

Primeiro, não há comprovação de que o jogo (Blue Whale Game) tenha causado mais de 130 mortes de adolescentes na Rússia. O que realmente se tem de concreto é o suicídio de 3 adolescentes russas e o primeiro suicídio ocorreu em 2015. Segundo, infelizmente houve o suicídio de um adolescente de 13 anos em Nova Iguaçu, mas não há nada que ligue o trágico fato ao jogo. O adolescente enfrentava uma grave depressão.

O que sabemos de concreto é que a depressão e o suicídio entre adolescentes estão aumentando no Brasil e no mundo. No Brasil, de 2002 a 2012 houve um crescimento de 40% da taxa de suicídio entre crianças e pré-adolescentes com idade entre 10 e 14 anos. Na faixa etária de 15 a 19 anos, o aumento foi de 33,5%. A causa principal do suicídio entre os adolescentes é a depressão, que deve ser identificada e tratada. Segundo Dr. Daniel Siegel, o aumento da intensidade emocional na adolescência pode levar à impulsividade, à depressão e reações extremas como o suicídio. Dr. Siegel também alerta que a impulsividade pode transformar a busca por sensações em ação sem levar em conta as consequências.

Outro fato concreto é a tremenda popularidade que a série “13 Reasons Why” da Netflix13 reasons why está alcançando entre adolescentes e jovens. A série aborda assuntos importantes como bullying, assédio, estupro, falta de diálogo com a família, depressão e suicídio na adolescência. Mas depois de assistir alguns capítulos e a terrível cena do suicídio da personagem principal comecei a pensar sobre os danos que algumas cenas podem causar nos cérebros em desenvolvimento dos adolescentes.

A intenção da série é alertar sobre o suicídio na adolescência e recomendo que pais, professores e líderes de adolescentes assistam. Talvez os autor e produtores não tenham se preocupado com o fato do cérebro adolescente ser tão impressionável. A atenção que Hanna recebe após o suicídio e o planejamento do suicídio passo a passo acabam conferindo certo glamour ao suicídio. A adolescência é uma fase de muita vulnerabilidade e há o risco de adolescentes se identificarem de forma negativa com a personagem principal. Os assuntos tratados na série devem ser discutidos e acompanhados por pais e responsáveis.

Que nossos adolescentes possam lembrar-se do que diz o salmista:

Estavam famintos e sedentos; suas vidas iam-se esvaindo.
Na sua aflição, clamaram ao Senhor, e ele os livrou da tribulação em que se encontravam e os conduziu por caminho seguro a uma cidade habitada.
Salmos 107:5-7

Série: O Que Eles Tem na Cabeça? Sexualidade e Identidade

Beijo namoro

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Por razões que vão desde a alimentação até o contexto sociocultural, é fato que crianças estão amadurecendo sexualmente cada vez mais cedo. Isso pode ser observado principalmente nas meninas e também sabemos que o cérebro não está madurecendo com a mesma rapidez. Pelo contrário, o cérebro está demorando cada vez mais para passar por esse processo do desenvolvimento.

É por isso que o envolvimento físico e sexual precoce pode ser muito bom e prazeroso para o corpo, mas muito ruim para cabeça. Em seu livro “Cérebro Adolescente: o Grande Potencial, a Coragem e a Criatividade da Mente dos 12 aos 24 Anos”, o Dr. Daniel Siegel faz um alerta aos adolescentes quando diz que se envolver sexualmente fora do contexto de uma relação confiável pode ter complicações consideráveis. Ele explica que relações sexuais provocam a secreção de oxitocina, um hormônio que intensifica os sentimentos.

Diante disso podemos entender porque garotos e garotas lidam tão mal quando esses relacionamentos precoces se intensificam ou acabam. Nos garotos isso pode intensificar o ciúme e agressão enquanto que nas garotas intensifica o apego e a obsessão romântica. Não é por acaso que observamos desequilíbrios emocionais como o aumento de reações violentas em garotos e depressão em garotas.

Há ainda outro fator importante. Os adolescentes estão construindo sua identidade pessoal. Na realidade esse é um dos processos principais dessa fase. Eles precisam descobrir quem são e isso vai afetar todas as áreas de suas vidas. Quando eles se envolvem intensamente num relacionamento romântico e sexual, eles podem deixar de se desenvolver positivamente e individualmente para manter esse relacionamento. Uma ruptura do relacionamento pode trazer consequências trágicas com comportamentos de risco como envolvimento com álcool, drogas, depressão e até suicídio.

Então o que Jesus disse para as multidões na Judéia faz sentido para nós(Mateus 19:4-6):

“Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe”.

Essa fala de Jesus nos mostra claramente que a união no sexo não apenas física. Ela tem implicações sentimentais, mentais e espirituais!

O Dr. Daniel Siegel é um cientista não religioso e suas pesquisas acabam comprovando o que a Escritura já dizia há milhares de anos atrás. Ele diz que uma adolescente de quase 20 anos deu uma sugestão para esse capítulo do seu livro: “Diga ao seu leitor para não se comprometer muito cedo. Se for para dar certo, dará.”

Aquele que tem ouvidos, ouça! Mateus 11:15

Série: O Que Eles Tem na Cabeça? Adolescentes precisam dos Adultos

livro dr siegel

Sei que podemos olhar para nossos pré-adolescentes e adolescentes e rapidamente dizer que eles estão cada vez mais se afastando dos adultos. Mas por que será que isso acontece? Qual é a parte dos adultos nessa dinâmica? E isso tem a ver com o desenvolvimento cerebral deles?

A adolescência é uma fase incrível de expansão dos limites. A principal tarefa da adolescência é a INDIVIDUAÇÃO.  Dr. Chap Clark em seu livro “Hurt:2.0” (ainda sem tradução para o português)  define muito bem esse processo.

“Adolescência é uma busca psicossocial independente por uma identidade única ou por uma separação… com o objetivo final de ter um certo conhecimento de quem você é em relação aos outros, uma disposição para se responsabilizar pela pessoa que você está se tornando e a percepção de ter um compromisso para viver em comunhão com os outros.”

 Para que o adolescente se torne um indivíduo que caminha para a fase adulta ele busca sua identidade, sua autonomia e um sentimento de pertencer. E para que isso aconteça o cérebro adolescente passa por mudanças drásticas, que podem ser tanto uma excelente oportunidade de crescimento e desenvolvimento quanto uma crise com dimensões trágicas.

 

cérebro em construção O cérebro do adolescente está “em construção” e córtex pré-frontal que tem a responsabilidade de integrar as funções cerebrais tem suas funções temporariamente prejudicadas. O equilíbrio das emoções, planejamento do futuro, a percepção do contexto e a empatia estão comprometidos. Quando analisamos isso fica mais fácil entender a rebeldia, comportamentos de risco e alterações súbitas de humor que caracterizam a adolescência. E em sua maioria os adultos, tão necessários nessa fase, não entendem isso, rotulam os adolescentes ou “aborrescentes” e colocam barreiras entre eles e os adolescentes.

A verdade é que não foram os adolescentes que viraram as costas para os adultos de forma arrogante. Eles foram praticamente “abandonados” pelos adultos que não conseguem entender o que acontece nessa complexa fase do desenvolvimento humano.  Em seu livro Cérebro Adolescente: o Grande Potencial, a Coragem e a Criatividade da Mente dos 12 aos 24 Anos, o Dr. Daniel Siegel destaca em vários trechos a importância dos adultos no desenvolvimento do adolescente. Adolescentes precisam de referenciais e de mentores adultos para que possam se desenvolver de maneira positiva. Quero destacar aqui um trecho do livro:

“Os adolescentes acham que precisam mais uns dos outros do que precisam dos adultos. Adolescentes são nosso futuro e é por meio da coragem deles e de seus esforços às vezes exagerados, mas criativos, de “não ser como todo mundo”, que nossa espécie vem se adaptando. Se quisermos sobreviver nesse planeta frágil e magnífico vamos precisar de toda a ingenuidade da mente rebelada adolescente para encontrar soluções para os graves problemas que a nossa geração adulta e as anteriores criaram.” 

Convido você a ler o texto acima pensando na igreja e nos adolescentes. Também quero lembrar de adolescentes usados por Deus, como Davi (1 Samuel 17:17-50), Daniel (Daniel 1) e Maria (Lucas 1: 26-55).

Série: O Que Eles Tem na Cabeça? Adolescentes e Comportamentos de Risco

Comportamento de Risco

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Adolescentes parecem procurar por comportamentos de risco. Você já deve ter ouvido falar de adolescentes e jovens europeus que se “divertem” escalando prédios altos para depois postar fotos e vídeos da façanha na Internet. Em outubro de 2016 um pré-adolescente de Santos, SP morreu participando da “brincadeira do desmaio”. Nossos adolescentes experimentam drogas, consomem álcool, dirigem sem licença e são atraídos por todo tipo de comportamento de risco.

A primeira pergunta que fazemos é “Mas ele não pensou nos riscos?”. Os recentes estudos sobre o cérebro dos adolescentes vão nos mostrar que eles não pensaram. As razões para não pensarem são fisiológicas:

  • Os lobos frontais ainda não tem uma boa conexão com outras partes do cérebro do adolescente e isso dificulta a avaliação de riscos e consequências.

  • Os sistemas neurais que controlam a excitação e a recompensa são muitos sensíveis no cérebro adolescente. Por isso as emoções e o imediatismo tem um grande apelo para eles.
  • O centro cerebral do prazer é extremamente ativo e isso faz com que eles tenham uma intensa busca por recompensas (ações ou substâncias que lhes trazem prazer). A ânsia pela recompensa é muito maior do que a consciência do risco.

Isso explica o porquê do cérebro adolescente ser mais suscetível ao vício por um comportamento ou substância química. A droga ou outro estímulo prazeroso age de forma intensa no centro cerebral do prazer e os lobos frontais não estão prontos para inibir esse efeito. Por isso o cérebro adolescente busca intensamente por essa estimulação. É isso que torna o cérebro adolescente tão suscetível ao vício e aos comportamentos de risco.

Você pode estar sentindo certo desânimo com essas informações, mas podemos ver a adolescência como um período de grandes oportunidades para influenciar positivamente a vida dessa nova geração. É indiscutível que há muitas escolhas ruins à disposição dos adolescentes, mas cabe aos pais, professores, líderes, mentores e outros adultos apresentar as boas escolhas para eles. Os adultos precisam incentivá-los a buscar as experiências positivas que proporcionem prazer e emoção para eles. Os esportes, convívio social com outros adolescentes num ambiente saudável e atividades em grupo são muito importantes! Adolescentes envolvidos no serviço ao próximo nas nossas igrejas, em comunidades carentes ou em viagens missionárias irão obter a recompensa e o prazer que tanto buscam por meio de atividades positivas para o desenvolvimento deles.

Fica a pergunta: “O que estamos oferecendo aos nossos adolescentes para que eles não tenham a necessidade de buscar comportamentos de risco?”

Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados!

Provérbios 14:21